Sábado, 14 de Junho de 2008

Battlestar Galactica – 4x10 – Revelations (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

«5, 4, 3, 2, 1… Jump!»

 

O décimo episódio da quarta temporada de “Battlestar Galactica” prometia-nos revelações e cumpriu. Não só a frota ficou a conhecer os quatro Cylons, cuja identidade nós descobrimos no final da terceira temporada, como ainda, e finalmente, chegaram ao seu destino: a Terra. Mas o olhar soturno e as expressões fechadas, que percorriam as faces de todos os personagens durante os primeiros momentos na terra prometida, valeram por mil palavras, e relembrou, quem por momentos se pode ter esquecido, de que ainda muito está para vir. Infelizmente, só em 2009.

 

Para já, vou começar pela revelação que não foi feita neste episódio, a identidade do quinto Cylon desconhecido. Logo a abrir o episódio, a D’Anna tem uma bastante interessante e inesperada declaração: que apenas os quatro Cylons que já conhecíamos estão na frota dos humanos. Ora, se o quinto não está na frota, provavelmente, estará na Terra. Agora, das duas uma: Ou será um novo personagem ou será alguém que nós já conhecíamos e… Sei lá… Morreu!? (Ó Billy, sai daí que já te vi!)

 

Depois de fazer esta surpreendente revelação, a D’Anna, que aparentemente tomou a liderança dos Cylons rebeldes, decide fazer reféns os humanos que ainda estão a bordo da Base Star, à excepção do Adama com quem se dirige posteriormente à Galactica, por receio de que os quatro Cylons sejam executados assim que as suas identidades sejam conhecidas. Ao chegar à Galactica, em vez de revelar quem são os Cylons, a D’Anna decide anunciar, perante uma plateia onde estão presentes os quatro, que a decisão de se darem a conhecer é deles e que, com os humanos reféns, podem juntar-se aos restantes Cylons sem temer consequências. Sem grande admiração, até pelo comportamento que a personagem já vinha demonstrando desde o início da temporada, a Tori passou de imediato para o lado dos Cylons, apesar de ter esperado revelar a sua identidade já a bordo da Base Star, não fossem os humanos faltar ao prometido de que os quatro eram livres de ir embora (que foi exactamente o que aconteceu de seguida, logo a Tori estava certa em querer manter o anonimato enquanto estivesse a bordo da Galactica).

 

Resistindo ao apelo Cylon, Tigh, Anders e Tyrol, decidiram calar-se e continuar junto dos humanos, o que fez com que a D’Anna começasse a ficar com pouca paciência e tomasse a decisão de começar a executar reféns. E, a partir daqui, tudo muda. O Tigh decide contar ao Adama que ele é um Cylon, deixando-o completamente devastado, e o Lee toma definitivamente controlo da situação. O resultado foi excelente. O Lee conseguiu justificar plenamente a sua escolha para líder dos humanos. Tomou decisões difíceis sempre com o arrojo que é exigido a quem detém um cargo de liderança. Não teve medo, nem pena, nem pensou duas vezes sobre o que tinha de ser feito. E, acima de tudo, as suas escolhas foram sempre acertadas, ao contrário da Roslin, que a espaços tinha determinadas acções que nós facilmente colocávamos em causa. Por seu lado, o Tigh, que apesar de tudo continua mais humano que muitos outros personagens, cedeu em prol de salvaguardar a frota e denunciou o Anders e o Tyrol.

 

Um pouco antes, sucedeu-se o momento mais estranho do episódio, quando um sinal começou a ser registado apenas pelo Viper da Starbuck e os quatro dos «Final Five» voltaram a ouvir o «All Along the Watchtower», conduzindo-os, claro que apenas aqueles que ainda se encontravam a bordo da Galactica, à pequena nave. O Anders e o Tyrol decidem chamar a Starbuck e dizer-lhe que a resposta em como encontrar a Terra está relacionada com o Viper, mas eles não sabem como. Pouco depois, os dois Cylons são presos e cabe agora a Starbuck encontrar essa mesma resposta. A partir daqui, a tensão começa a escalar e quando o Lee se prepara para mandar os três Cylons para o espaço, por uma das câmaras de ar da Galáctica, a Starbuck interrompe-o, dizendo que encontrou o caminho para a Terra e que eles foram os responsáveis por isso.

 

Entrando novamente pelo caminho da especulação, se o «quinto» estiver na Terra, será que é ele o responsável pelo sinal? Parece-me que sim, até porque eles fizeram questão de mostrar que o sinal que indica o caminho para a Terra é o mesmo que fez com que os quatro Cylons «adormecidos» tivessem despertado. E depois temos ainda a Starbuck a dizer que alguma força superior quer que humanos e Cylons encontrem juntos a Terra, o que parece suportar ainda mais essa teoria de que o «último» estará de alguma forma por detrás de destino de todos.

 

Seguidamente, a Starbuck consegue convencer o Lee e, este último, por sua vez, consegue convencer a D’Anna que humanos e Cylons devem seguir para a Terra juntos. Com mais um excelente discurso e mais uma mostra de que ele é o homem certo para o cargo, diga-se.

 

E, assim, os quatro novos Cylons são «perdoados» e podem agora escolher onde querem ir ou se preferem ficar, e humanos e Cylons partem de mãos dadas para encontrar a Terra (isto, até os outros modelos Cylons aparecerem, aqueles que não queriam que os «Final Five» fossem revelados ou sequer mencionados, porque não devem tardar a vir estragar a festa).

 

O que se segue, os cinco minutos finais do episódio, o último «salto», quando a Terra aparece pela primeira vez, o discurso do Adama, as imagens dos festejos, e finalmente a descida ao planeta, onde numa sequência fantástica que percorre todos os personagens (ou quase), descobrimos que, afinal, tudo o que se esperava simplesmente não o é, são momentos só ao alcance de grandes séries.

 

Agora, a espera ainda será muita. Até 2009. Altura em que teremos todas as respostas que pretendemos. O que terá acontecido à Terra? Será que o dito «tudo já aconteceu antes» estará relacionado com a (aparente) destruição da Terra? Será culpa do aquecimento global (LOL)? Será que o último Cylon é na realidade Deus? Será que ele vive na Terra? Será que foi ele o responsável pelo sinal que conduziu humanos e Cylons à Terra? Será que, afinal, humanos e Cylons são apenas uma espécie? Será…?

 

Nota: 10/10

 

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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Battlestar Galactica – 4x8 – Sine Qua Non (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

Mesmo com algumas cenas surpreendentes e uma ou outra revelação intrigante, a verdade é que este episódio pecou pela direcção tomada nas diferentes linhas de argumento e pelo ritmo aborrecido com que foi conduzido.

 

O tomo inicia-se onde terminou o anterior, com a Sharon a balear a Natalie e a baseship (basestar?) dos Cylons a dar um salto no hiperespaço para local indeterminado, com a Roslin, o Baltar e o Helo a bordo. A partir daqui, tudo acontece de forma muito rápida. Demasiado, até. Ainda mal a Roslin saiu de cena, já toda a gente anda à procura de alguém para a substituir. À excepção do Almirante Adama, parece que mais ninguém tem sequer interesse em procurar a baseship. É verdade que a explicação parece recair no facto de se pensar que o assassinato da Natalie foi o catalisador para o rapto da Roslin, um pressuposto do Adama e companhia, já que, daquilo que me recordo, ambos os eventos não estavam interligados e que o facto da baseship saltar para o hiperespaço estava relacionado com o plano que os Cylons elaboraram para ganharem vantagem junto dos humanos. Numa tentativa de criar algum suspense, decidiram não revelar nada em relação ao que se passa na baseship, mas o resultado acabou por gerar mais confusão do que propriamente o efeito desejado. Enfim…

 

E a Natalie lá morreu. Sem grande pompa, nem circunstância. Depois de, no episódio anterior, nos terem dado a entender (e muito) que, afinal, ela é que era a «dying leader» das profecias e não a Roslin… No fim de contas, parece que sempre não o era…

 

Depois veio toda aquela treta do Lee a tentar arranjar um substituto para ocupar a presidência. Logo nos primeiros episódios já eu me tinha apercebido da intenção de tornar o Lee no presidente das colónias. Não acho que teria sido necessário perder tanto tempo com isso e muito menos arranjar uma elaborada história sobre um gato… Tudo bem que a história tinha um significado muito próprio e muito maior, mas, mesmo assim, era completamente dispensável. Parece-me que esta linha de argumento foi apenas introduzida, ou mais desenvolvida, só para trazer de volta o Lampkin.

 

Lá pelo meio, ainda há uma estranha revelação de que a Caprica Six está grávida. Supostamente, do Tigh. Isto só pode querer dizer que os cinco modelos finais de Cylons não têm os mesmos problemas dos restantes, já que a grande falha na fisionomia dos Cylons era a reprodução entre modelos. Mais um mito que cai por terra. Mais um pormenor que vai ansiar por justificação.

 

No final, o Adama decide renunciar à sua vida de militar para procurar a Roslin quando mais ninguém queria perder tempo a fazê-lo. Se bem que a intenção é muito nobre, e confirma que sempre existe uma ligação mais forte entre ambos, a verdade é que esta acção não me parece própria do Adama que conhecemos. Quando ele pega na Galactica e vai à procura da Roslin contra tudo e contra todos é sem dúvida o Adama que conhecemos. Abdicar das suas divisas por uma mulher, não.

 

Inacreditavelmente, na última temporada desta fantástica série, estou a escrever sobre episódios fracos. Ainda por cima, no plural. Mas o que o que se passará pela cabeça dos criadores da série? Será que se deslumbraram com os elogios? É que, desde que a Time considerou a série como «a melhor do ano», isto em 2005 e referente à sua segunda temporada, a verdade é que a qualidade de “Battlestar Galactica” deu um estranho tombo. E, agora que nos aproximamos da metade da última temporada, e os episódios continuam mais emaranhados que nunca, com uma progressão quase a conta gotas, a pergunta (e constante preocupação) que se impõe é: será que vai sair daqui alguma coisa de jeito? Será que os medos de outrora, talvez infundados anteriormente, começam a aproximarem-se perigosamente da realidade?

 

Nota: 8.2/10

 

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Sábado, 10 de Maio de 2008

Battlestar Galactica – 4x6 – Faith (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

WOW! Que fantástico, fantástico episódio! Sejamos sinceros: a quarta temporada estava a ser algo desapontante, mas com este episódio a série redimiu-se. Pelo menos, para mim. E esperemos que este seja um sinal do que está para vir. Uma mistura quase perfeita de mitologia e realidade dramática, as duas características que são tão bem desenvolvidas nesta série e que me fizeram apaixonar por ela. E, mesmo que vários dos personagens tenham voltado a estar ausentes, a verdade é que, desta vez, não me importei minimamente.

 

O episódio inicia-se onde terminou o anterior, com a tripulação da Demitrius a amotinar-se e a destituir a Kara Thrace do seu posto de liderança. A cena culminou com um Gaeta em agonia, após ter levado um tiro na perna disparado pelo Sam, traduzindo-se num momento verdadeiramente arrepiante graças aos desempenhos dos envolvidos. O sentimento de dor e o pânico gerado pela situação pareceu tão real que quase senti estar a bordo da Demitrius.

 

Como consequência dos acontecimentos mencionados anteriormente, o Helo acaba por aceder aos desejos da Kara, que propôs deslocar-se ao sítio onde o Leoben diz estarem os Cylons num Raptor, evitando colocar a Demitrius e a tripulação em risco caso tudo não passe de uma armadilha. Obviamente, que o Sam decide acompanhá-la e a Kara pede ainda ajuda à Athena, já que ela conhece o “ambiente” melhor do que ninguém e é alguém em que ela pode confiar. Foi interessante ver ainda uma das tripulantes oferecer-se como voluntária, e as palavras que ela teve para com a Kara, demonstrando que, afinal, ainda existe alguém que acredita nela, mas o seu destino tornou-se de certa forma óbvio desde o primeiro momento em que ela pisou o interior daquele Raptor. Pelo menos, a sua morte foi algo que me ocorreu assim que ela se voluntariou.

 

O que se seguiu foi visualmente fantástico. Todo aquele cemitério Cylon estava excelente. E a bordo da nave Cylon, idem. Continuo a achar fantástico a forma como eles conseguem colocar réplicas da mesma pessoa sem que se perceba minimamente que é um efeito visual. A cena do beijo entre as Six, nesse aspecto – e, já agora, no outro também :)) – foi mesmo estupenda.

 

Quando encontraram finalmente o híbrido, isto após uma extraordinária cena que resultou na morte de uma Six e da já referida humana que se voluntariou para a missão, ninguém percebe do que raio ela fala! O que já é normal. Mas o Leoban convence a Kara a ser paciente e, na sequência de mais um momento trágico, eis que as revelações se começam a fazer entender. “The dying leader will know the truth of the opera house. The missing three will give you the five, who’ve come from the home of the 13th. You will lead them all to their end.. (Faltam uma ou duas frases que não consegui apanhar). Ora, desta vez a híbrido foi bem mais clara nas suas palavras e para quem não conseguiu descortinar inicialmente o seu significado, ficou-o a saber de imediato quando a Natalie, a Kara, o Leoben e a Sharon conseguiram juntar as peças, revelando que a modelo 3, a D’Anna, é a chave para reconhecer os cinco Cylons finais, que por seu lado serão a chave para desvendar qual o caminho para a Terra, visto terem um passado em comum com os humanos das 13 colónias! Isto, sempre seguido sob um olhar de preocupação do Sam! Não foi esta cena fantástica!?

 

E se o episódio foi excelente em termos da mitologia, não ficou nada atrás em termos de coração. Toda a linha de argumento alternativa foi dedicada à Presidente Roslin e a aproximação da sua morte. Durante os seus tratamentos, ela conhece uma outra mulher que sofre de cancro terminal, a qual encontrou conforto nas palavras de Baltar sobre o facto do fim da vida não ser o fim de tudo, e começam a partilhar as suas histórias, o seu sofrimento, as suas crenças, os seus medos. E todos aqueles diálogos são tão bem escritos, tão reais, que ficam a ecoar na mente por algum tempo por nos parecerem tão próprios. E a Mary McDonnell é simplesmente sublime (para quando o reconhecimento com, no mínimo, uma nomeação ao Emmy!?!?), que conta com um excelente auxílio da actriz convidada que faz o papel de Emily (Nana Visitor), e ambas conseguem dar-nos alguns dos momentos mais comoventes desta temporada e até de grande parte da anterior.

 

Uma vénia ao Seamus Kevin Fahey, que foi quem escreveu o episódio, e, pelo menos segundo o IMDB, foi o seu primeiro, apesar de já pertencer ao staff dos argumentistas da série há algum tempo!

 

Nota: 9.7/10

 

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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Elenco de "Caprica" começa a ser formado

 

Aí estão os primeiros dois elementos do elenco de “Caprica”. Esai Morales, que vimos na segunda temporada de “Jericho”, encarnará o protagonista, Joseph Adama, o pai do nosso conhecido William Adama. Paula Malcomson (“Deadwood”) será a protagonista feminina, Amanda, uma cirurgiã que trabalha como agente dupla. Ambos terão importante papel na criação dos Cylons.

 

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Sábado, 19 de Abril de 2008

Battlestar Galactica – 4x3 – The Ties That Bind (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

As grandes séries têm um efeito estranho em quem as vê, especialmente sobre quem é um verdadeiro fã: mesmo quando um episódio desilude, ou não corresponde às expectativas, é sempre difícil dizer que o episódio não foi bom. Olhando para trás, para o tempo passado a ver este terceiro episódio de “Battlestar Galactica”, dou-me satisfeito por o ter feito, apesar de ter ficado de pé atrás em relação ao desenrolar de alguns acontecimentos.

 

Sem perder mais tempo, eis o que me desagradou neste “The Ties That Bind”:

 

Ä       Estava a gostar de toda esta história da Cally descobrir a identidade dos novos Cylons até ao fim, quando em vez de correr a avisar a frota do perigo, ela decide ir com o filho para uma daquelas câmaras de onde os Vipers são lançados para o espaço, presumivelmente, para que ambos pudessem morrer. Ainda pior, foi quando ela cai na conversa da treta da Tori e lhe entrega o Nicky!!! Por muito que fosse o seu desespero, ou mesmo a dose de narcóticos que ela tivesse a correr nas suas veias, a Tori confirma-lhe que é um Cylon e ela, simplesmente, dá-lhe o filho para os braços. Acho que qualquer um se apercebeu de imediato, caso ainda não o tivesse feito, do destino que estava reservado a Cally. Ainda nesta cena, na sequência em que a Cally abre a caixa com os comandos para abrir a câmara, há uma falha técnica incrível, onde ela chega junto da caixa com o filho ao colo, quando está a abrir a caixa o filho desaparece misteriosamente, e quando a Tori aparece ela já tem o miúdo ao colo de novo. Podia ser referida também a cena em que a Tori aparece subitamente fora da câmara, já com o Nicky nos braços, mas aí a justificação será mais plausível visto que a Cally pode ter estado inconsciente o tempo que os levou a sair.

 

Ä       Para um encontro tão secreto, cujos intervenientes guardam o maior segredo, que se fossem descobertos aconteceria algo de cataclísmico, deixar um bilhete e ainda por cima num sítio algo fácil de descobrir é um tanto ou quanto ridículo, não?

 

Ä       O «showdown», o confronto entre a frota Cylon, deixou algo a desejar. Não só pelo facto das Six e das Sharon terem confiado cegamente nos Calvin, como a própria batalha podia ter sido bem mais interessante.

 

Ä       A tumultuosa relação entre a Starbuck e o Anders também já começa a fartar um pouco.

 

Ä       Nem sequer uma cena com o Baltar. Apesar de não ter gostado da ideia do culto, ainda é um personagem que aprecio bastante.

 

Por outro lado, eis o que gostei neste “The Ties That Bind”:

 

Ä       O Adama a ler para a Roslin enquanto esta recebia o seu tratamento na enfermaria. Quiseram mostrar-nos que os personagens continuam fiéis um ao outro. Contudo, fizeram questão de mostrar, logo na cena seguinte, que nem todas as feridas resultantes da sua discussão estão saradas, onde a Roslin revelou os seus ressentimentos pelo facto do Adama ter organizado a expedição em busca da Terra sem o seu consentimento ou concordância, e pelo facto de ter dado o comando da mesma à Kara Thrace, quem ela não acredita estar a dizer a verdade.

 

Ä       O novo papel do Lee e o facto de não terem esquecido a fricção resultante do julgamento do Baltar entre ele e a Presidente. A Roslin fez questão de o rebaixar assim que pôde, mas ele não lhe ficou atrás. Além disso, será que os criadores da série, ao terem retirado o Lee do seu papel dentro da facção militar, o estarão a preparar para ser o sucessor da Roslin? Algo me diz que sim.

 

Ä       O Anders a pensar que a Starbuck é um Cylon. Eu não acho que ela seja um Cylon (a não ser que todos o sejam!), mas aquele seu pequeno momento de reflexão deixa qualquer um intrigado. E o Anders ficou, sem qualquer dúvida, bastante intrigado.

 

Ä       Ficarmos a saber que foi a Cally que pediu o Chief em casamento e ficarmos a conhecer melhor o “esqueleto” da Galactica.

 

Ä       Para terminar, o seguinte diálogo: «Six: Escort him off the ship. (Pause) Please. Calvin: It's a good thing you remembered the magic word. You're going to find you opened a bigger can of worms than you realize».

 

Este não foi o meu episódio favorito, longe disso, pois teve vários momentos que me deixaram pouco satisfeito, mas, tal como referi no início do texto, quando uma série tem qualidade, até os maus episódios são bons. Mesmo assim, esperemos que a série melhore e nos dê a temporada de despedida que todos desejamos.

 

Nota: 8.5/ 10

 

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Sábado, 12 de Abril de 2008

Battlestar Galactica – 4x2 – Six of One (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

Ruptura. Essa será a melhor palavra para descrever o que se passou neste segundo episódio de “Battlestar Galactica”. Ruptura entre Adama e Roslin. Ruptura entre os modelos humanóides dos Cylons.

 

O episódio inicia-se onde terminou na semana passada. Starbuck aponta uma arma a Roslin e relembra o passado, evocando várias razões para que possam confiar nela e o facto dela ter confiado nas visões de Roslin sem sequer por em causa a sua veracidade. Desesperada, Starbuck entrega a arma a Roslin e diz-lhe para que dispare caso acredite que ela é um Cylon. Roslin não hesita, mas falha. Logo de seguida, Adama, Tigh e Helo chegam ao local e prendem Starbuck, que continua a insistir que a frota segue no caminho oposto à rota que os levará à Terra.

 

Acreditar em Starbuck ou não, eis a questão. Roslin, às portas da morte, tem pressa em encontrar a Terra. Ela quer, acima de tudo, ser o líder moribundo que conduz os humanos à salvação de que as escrituras falam. E acredita piamente que Starbuck não é quem diz ser, que não passa de um engodo Cylon, que o destino da frota não lhe pode ser confiado. Por seu lado, Adama luta no seu íntimo com a questão de que se deve acreditar em Starbuck, quem ele considera praticamente como sua filha, ou não. Que talvez até tenha mesmo acontecido uma espécie de milagre. Que Roslin está receosa de morrer sem cumprir aquele que julga ser o seu destino e que isso poderá a estar-lhe a toldar o seu discernimento.

 

Todo este conflito de opiniões origina uma nova ruptura entre Adama e Roslin, naquela que será a melhor cena do episódio e mesmo da quarta temporada até ao momento. Edward James Olmos e Mary McDonnell demonstram, mais uma vez, toda a sua qualidade como actores e presenteiam-nos com uma tocante troca de palavras, algumas delas bastante duras, como esta frase que me ficou imediatamente cravada no pensamento: “[…] or that your death may be as meaningless as everyone else’s”, ou seja, “que a tua morte seja tão insignificante como a de todos os outros”.

 

Mas, nem só a bordo da Galactica as coisas correm mal. Na frota Cylon, os modelos humanóides decidem proceder a uma votação para saber o que fazer com os seus raiders, que se recusam a combater os humanos desde que um deles se apercebeu que os cinco Cylons finais estarão a bordo da frota humana. Os modelos Six, Shannon e Leoben acreditam nos raiders, enquanto os Calvin, os Simons e os Doral não acreditam e nem sequer querem que se fale no assunto, visto ser algo proibido dentro na comunidade Cylon. Estes três últimos modelos insistem que se deve efectuar uma lobotomia nos raiders de modo a que estes possam ser reprogramados a atacar os humanos.

 

Surge um impasse, com três votos de cada lado, e é então que Calvin surpreende todos apresentando como voto decisivo um dos modelos Shannon, a Boomer. Escandalizados com o facto de ser a primeira vez que um dos espécimes toma uma posição diferente aos restantes do mesmo modelo, as Six, os Leobens e as restantes Shannons decidem trazer à discussão os Centuriões, retirando-lhes um inibidor de razão, que permitia aos Cylon humanóides controlá-los, e agora os deixa pensarem por si próprios.

 

O conflito entre os Cylons demora efectivamente a arrancar, e apenas no final do episódio as coisas se tornam interessantes. E nunca esperei que eles fossem “despertar” os Centuriões. Sempre pensei que eles iriam recuperar a D’Anna, que era um dos modelos que estariam a seu favor, mas fizeram algo bem mais drástico e que tenho quase a certeza de que se vão arrepender. Parece-me que se está à beira de uma guerra civil dentro da frota Cylon.

 

Ainda falando de Cylons, mas agora dos quatro modelos recentemente revelados, foi interessante vê-los querendo saber quem é o modelo ainda não revelado e que os irá completar. A ideia de que o Baltar saberia algo e a estratégia utilizada para conseguir a informação que pretendem foi bem pensada. E gosto bastante da ideia deles estarem, cada vez mais, a trabalharem em conjunto. Só resta saber se o continuarão a fazer em prol ou contra os humanos. Desta linha de argumento, surgiu ainda uma interessante novidade: a corporificação de um Baltar subconsciente na mente do próprio Baltar.

 

Resta referir a sentida despedida de Lee Adama. Ainda não percebi que papel vai ter o personagem na série com a sua saída da Galactica. Veremos o que nos reserva o futuro.

 

Nota: 8.8/10

 

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Sábado, 5 de Abril de 2008

Battlestar Galactica – 4x1 – He That Believeth In Me (Sci Fi)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

“Battlestar Galactica”(BSG) regressou finalmente! Após meses e meses de espera, embarcamos na última temporada desta fenomenal space opera. E a espera de tanto tempo foi devidamente compensada? Sim… Não foi o melhor episódio de sempre, mas deu para matar a sede e a fome e deixar-nos esperançados para uma grande temporada.

 

O início do episódio é simplesmente estrondoso. Primeiro que tudo, a tradicional entrada mostra-nos agora aquele que será o foco desta temporada: os quatro Cylons descobertos no final da temporada passada e o ainda não revelado quinto Cylon. E depois retomamos exactamente do mesmo ponto em que tínhamos terminado no último episódio da terceira temporada, com Starbuck a aparecer misteriosamente dizendo que esteve na Terra, numa altura em que as frotas humanas e Cylon se preparam para novo frente-a-frente.

 

Os cerca de dez minutos que se seguem estão ao melhor nível de “BSG” e de muitos outros filmes com orçamentos astronómicos que vão surgindo nas nossas salas de cinema. Realmente, um dos grandes trunfos desta série são os fenomenais efeitos especiais, raramente ou mesmo nunca vistos em televisão, que nos transportam para o meio de incríveis batalhas espaciais comparáveis às de um “Star Wars”.

 

Ainda meio atordoados com o inesperado regresso de Starbuck mas sem tempo para pensar no assunto, Adama e toda a frota enfrentam os Cylons em mais uma batalha mortal. As baixas são muitas, incluindo uma nave inteira com 600 almas a bordo, e o Almirante ordena que toda a gente que alguma vez já tenha pilotado um Viper se junte à contenda. Isto implica que Anders, ainda com pouco experiência de voo, seja obrigado a enfrentar os Cylons, mesmo receando que o reconheçam como um deles. E quando o faz, um dos Cylon Raiders acaba mesmo por se aperceber de quem ele é, alertando a frota Cylon, que posteriormente se começa a retirar.

 

Achei interessante os Cylons terem ficado a saber da existência dos modelos até então desconhecidos de imediato. Pensei que seria algo que os criadores da série iriam guardar para mais tarde, mas foi interessante esta informação começar já a ser conhecida e resta agora esperar para ver qual o impacto que vai ter junto dos modelos Cylons “mais antigos”. E ainda melhor foi quando a Roslin decidiu questionar a Caprica Six sobre se a Starbuck era um dos “Final Five” e ela lhe disse que consegue sentir a presença dos cinco muito próxima.

 

Em relação aos novos Cylons, ainda tivemos algumas cenas bastante interessantes, como aquela ilusão do Tigh a assassinar o Adama, que sinceramente não me surpreendeu ser apenas uma espécie de alucinação, ou os olhares lançados entre o Tigh, a Tori e o Chief quando rodeavam o Adama, o Lee e a Roslin enquanto estes discutiam o regresso da Starbuck. Gostei bastante da dinâmica entre os quatro e, apesar de ter detestado o Tigh ser um deles, parece-me que foram bem escolhidos os personagens.

 

Cylons à parte (sim, porque não acredito que ela seja um), o mais importante do episódio foi mesmo, tal como se esperaria, o regresso inexplicável de Starbuck e a revelação de que nem ela sabe ao certo o que se passou e que apenas pensa terem decorrido algumas horas desde que abandonou a frota em vez dos dois meses que realmente passaram, pelo menos, na realidade da frota. Como seria de esperar, quase todos acreditam que ela é um Cylon, exceptuando os dois homens que a amam, Lee e Anders, e o facto de o seu Viper ser novinho em folha não ajudou em nada o seu caso. Nem mesmo as fotografias que ela conseguiu da Terra, a ajudaram. Sem confiarem no que Starbuck lhes revelou, Adama decide levar a frota pelo caminho que estavam a seguir, indo no sentido oposto a que ela diz estar a Terra.

 

Em relação ao regresso da Starbuck, houve dois momentos que destacaria, que são sem dúvida características intrínsecas desta série e que deixam de lado a ficção científica e embarcam na área das relações humanas. O primeiro, quando Adama e Lee conversam sobre o regresso dela e Lee diz ao pai que se fosse o Zack a regressar dos mortos, mesmo sendo um Cylon, se eles o deixariam de amar por isso. O segundo, foi quando o Anders lhe disse que se ela fosse Cylon ele continuaria a amá-la, numa tentativa reconfortá-la, mas ao mesmo tempo tentando alcançar algum consolo para si próprio, e ela lhe diz que se fosse ela a descobrir que ele era um Cylon “lhe espetava um balázio no meio dos olhos”.  

 

De todo o episódio, o ponto mais fraco, apesar de ter algumas cenas interessantes, foi o harém de Baltar. Como o amante de mulheres que sempre demonstrou ser, não foi de admirar que Baltar tivesse um verdadeiro harém a venerá-lo, mas todo aquele ambiente cultual em torno do personagem pareceu-me demasiado exagerado. E ainda mais forçado, foi a cena de Baltar disposto a sacrificar-se pelo miúdo, onde tudo me pareceu feito como se os criadores da série quisessem provar que realmente existe um Deus, deixando de lado crenças e fé e passando a mostrar-nos algo quase palpável.

 

Não foi o início de temporada perfeito, mas foi sem dúvida um excelente começo. Que venham mais e que sejam, no mínimo, como este.

 

Nota: 9.0/10

 

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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

BSG: data de estreia da 4.ª temporada oficializada

 

Não é algo que ainda não soubéssemos, mas agora é mesmo oficial: a estreia da 4.ª temporada de “Battlestar Galactica” está marcada para o dia 4 de Abril, uma sexta-feira, e será precedida, a 28 de Março no mesmo horário, por dois especiais sobre a série.

 

O primeiro, intitulado “Battlestar Galactica: Revisited”, servirá como um guia das três temporadas anteriores, dando oportunidade a novos espectadores de conhecerem as personagens, as relações existentes entre as mesmas e toda a história que constitui a espinha dorsal da série, e será apresentado por Ronald D. Moore e David Eick, produtores executivos da série.

 

O segundo, “Battlestar Galactica: The Phenomenon”, incidirá sobre o impacto da série na «cultura pop» e incluirá entrevistas com várias celebridades fãs da série, como Seth Green, Brad Paisley, Joel McHale, entre outros.

 

Com metade da última temporada produzida, e com a greve à beira do fim, a grande pergunta que se coloca agora sobre o futuro de “Battlestar Galactica” é mesmo quando é que a segunda metade da temporada será produzida e, principalmente, emitida.

 

publicado por ZB às 18:51
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

SCI FI dá luz verde à transição de “Sanctuary” para o pequeno ecrã

 

O SCI FI Channel deu luz verde à transição de “Sanctuary” da Internet para o pequeno ecrã, a qual se tornará na primeira série de televisão que utilizará actores em ambientes virtuais ao estilo de “300” e “Sin City”.

 

O SCI FI pediu 13 episódios da série, que já conta com oito webisódios, tendo sido a primeira série de ficção científica disponibilizada em alta definição na Internet.

 

“Sanctuary” é uma produção de um trio de “Stargate SG-1”, a actriz Amanda Tapping, o guionista e produtor Damian Kindler, e o produtor e realizador Martin Wood, e ainda de Sam Egan.

 

Tapping interpreta a enigmática Dra. Helen Magnus que, juntamente com um jovem seu protegido, Will Zimmerman (Robin Dunne), procuram, auxiliam e protegem estranhas criaturas que percorrem a Terra.

 

“Sanctuary”, que apresenta 90% dos seus cenários feitos em CGI, vai ser reformulada para a sua transição para a televisão, na qual se inclui a criação de um episódio piloto de duas horas e a expansão de algumas das suas personagens.

 

Podem saber mais informações sobre a série em www.sanctuaryforall.com.

 

Em baixo, encontram o trailer feito para os webisódios e se procurarem no Youtube conseguirão encontrar alguns desses mesmos webisódios.

 

 

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publicado por ZB às 10:08
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

BSG: Sneak Peak da 4.ª temporada

 

Depois das promos, aqui fica um «sneak peak» da 4.ª temporada de “Battlestar Galactica”. Para quem ainda não viu o Razor, fica o aviso de SPOILERS.

 

publicado por ZB às 19:03
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BSG: Duas novas promos à 4.ª temporada

 

Duas novas promos da quarta temporada de “Battlestar Galactica”, bem porreiras, e que anunciam a estreia para Março de 2008 e não Abril como chegou a ser veiculado na Internet. Pena que, se a greve não acabar, apenas teremos 10 episódios. Inicialmente, as promos parecem semelhantes, mas não o são.

 

 

 

publicado por ZB às 00:13
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Battlestar Galactica: Razor

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu no filme que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o mesmo.

 

O último episódio de “Battlestar Galactica” que tivemos oportunidade de ver remonta a Março deste ano e sabendo que a série apenas regressará em Abril de 2008, tornou a experiência de ver “Razor” ainda mais saborosa.

 

Apesar disso, não se julgue que uma espécie de abstinência de “Battlestar Galactica” poderá influenciar em demasia a opinião sobre o filme feito para televisão, “Razor”, pois o mesmo tem mérito próprio mais que suficiente para alcançar um lugar de destaque na memória de quem é apreciador de boa ficção e, acima de tudo, de boa televisão.

 

“Razor” não é uma directa continuação do final da terceira temporada, mas sim a história não contada da nave de combate Battlestar Pegasus, que surgiu pela primeira vez durante a segunda temporada de “Battlestar Galactica”, desde o ataque dos Cylons às Doze Colónias através de flashbacks, misturada com uma outra história da Pegasus logo após Lee Adama se tornar o seu comandante.

 

O ponto em comum às duas histórias é alguém que nunca tínhamos conhecido anteriormente, Kendra Shaw, uma tripulante da Battlestar Pegasus que é nomeada por Lee Adama como a sua XO (executive officer). A partir desse ponto, Kendra transporta-nos ao passado, inicialmente até há dez meses atrás, quando chegou pela primeira vez à Pegasus, o que coincidiu com o ataque dos Cylons às colónias humanas. É durante os seus flashbacks que ficamos a conhecer melhor a Almirante Cain, interpretada fenomenalmente por Michelle Forbes, e alguns membros da sua equipa como Jack Fisk, o XO Jurgen Belzen e Gina, interpretada por Tricia Helfer, que, como sabemos, é uma Cylon. A outra história, que decorre no presente do contexto em que o filme se insere, envolve uma operação de resgate da Pegasus sob o comando de Lee a mando do seu pai, Adama, quando uma equipa de Raptors que fazia reconhecimento desaparece. Ambas as histórias são realmente muito boas e a interligação entre ambas através da personagem de Kendra resulta na perfeição.

 

Parte da história que vemos nos flashbacks de Kendra, nomeadamente, a que envolve as acções da Almirante Cain, já é por nós conhecida desde a segunda temporada quando a sua tripulação nos conta o que se tinha passado. Apesar disso, ver com os nossos próprios olhos é algo completamente diferente e presenciar a transformação que Cain sofre desde o ataque dos Cylons até ao momento em que a conhecemos durante os episódios “Pegasus” e “Resurrection Ship 1 & 2”, permite-nos um melhor entendimento das suas acções.

 

Da outra história, do elenco que conhecemos, Lee Adama e Starbuck são os personagens com maior protagonismo. O Comandante Adama e Roslin também têm alguma intervenção, mas os restantes, à excepção da Number Six, alguns aparecem em apenas uma cena e outros nem sequer aparecem. Para compensar a sua ausência vemos, pela primeira vez nesta nova versão da série, os Cylons como eles eram na série de 1978!

 

O único ponto que destacaria como menos positivo (reparem que não usei a palavra negativo) prende-se com o final do filme. Não que não tenha sido bom, porque o foi, mas a forma como o inevitável destino da personagem principal de “Razor” chega é algo já visto inúmeras vezes. Pelo menos, compensa pelo pedaço de informação enigmática oferecida e que vai certamente ter repercussões na quarta temporada da série.

 

Nota: 9.5/10

 

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publicado por ZB às 15:02
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Sábado, 6 de Outubro de 2007

"Tin Man" no SciFi em Dezembro

 

“Tin Man” é uma minissérie do canal americano SciFi que chegará ao pequeno ecrã em Dezembro.

 

Escrita pela veterana equipa de argumentistas para televisão, Craig W. Van Sickle and Steven Long Mitchell (“The Pretender,” “She Spies”), “Tin Man” é uma adaptação livre do livro de Lyman Frank Baum, “The Wonderful Wizard of Oz”.

 

A minissérie relata a história de uma rapariga do Kansas chamada “DG”, que é transportada para um perigoso e surreal mundo alternativo chamado “The Outer Zone”.

 

O elenco é composto por Zooey Deschanel (DG), Neal McDonough (Cain), Alan Cumming (Glitch) Raul Trujillo (Raw), Kathleen Robertson (Azkadellia) e Richard Dreyfuss (Mystic Man).

 

Trailer: 

 

publicado por ZB às 15:11
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