Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Opinião: Os contadores de histórias merecem o nosso apoio

 

Eu sou escritor. Tenho formação em jornalismo, trabalhei em imprensa escrita a nível regional durante algum tempo e, apesar de, neste momento, as funções que desempenho não estarem tão relacionadas com a escrita como estiveram no passado, escrevo alguma ficção, ainda por publicar, e tenho vários blogues, sendo o Tv Dependente o mais activo. Nunca escrevi qualquer guião para televisão ou cinema, mas é algo que um dia gostaria de experimentar.

 

Adoro televisão e cinema. Bons livros, revistas e jornais. Lembranças dos avós. Todas as fontes de uma boa história.

 

Os guionistas norte-americanos, aqueles cujas histórias «invadem» diariamente a nossa vida, através do sindicato a que pertencem, o Writers Guild of America (WGA), decidiram que merecem ser recompensados quando um trabalho seu é difundido através de outros meios que não os canais de televisão ou as salas de cinema.

 

De forma a simplificar a questão, eis o seguinte exemplo: a equipa de guionistas da série “Lost”, conhecida em Portugal como “Perdidos”, escreve um episódio e ele é emitido pelo canal que detém os direitos da série, ou seja, a ABC. Os guionistas recebem o seu ordenado como qualquer outro trabalhador. A estação lucra com o volume de publicidade que passa nos intervalos do episódio. De seguida, colocam-no na Internet e lucram mais um x. Os guionistas não recebem qualquer percentagem desse lucro. No final da temporada da série, a estação lucra mais uns milhões de dólares quando decide vendar a série nos formatos digitais, seja em DVD ou nos recentes HD-DVD e Blu-Ray. Os guionistas continuam sem receber mais nada do que tinham recebido até então.

 

Como acham que merecem receber uma percentagem desses lucros, os guionistas reivindicaram isso mesmo à Allience of Motion Picture and Television Producers, mas estes rejeitaram o seu pedido. Apesar das negociações se terem mantido, os guionistas decidiram pressionar organizando uma mega-greve, numa tentativa de, numa certa forma, coagir os produtores a cederem às suas exigências e, ao mesmo tempo, a que também os fãs das séries e filmes, mas mais das séries televisivas, se manifestem em seu favor, já que os seus programas preferidos começam a ser prejudicados.

 

Como fã incondicional de muitas das séries produzidas nos EUA, e por aquilo que escrevi nos primeiros parágrafos deste texto, sinto-me solidário com os criadores dessas mesmas séries que tanto gosto me dão ver. Sim, porque sem estes homens e mulheres, não existiam Kates, nem Sawyers, nem Michael Scotts, nem Jack Bauers, nem Meredith Greys, nem Gil Grissoms, nem ninguém. São eles os contadores de histórias e não os executivos endinheirados. São eles que nos fazem rir e chorar, saltar de alegria ou entristecer num momento de ternura, ver o amor entre duas pessoas a florescer ou a ser destruído. São eles que preenchem parte da nossa vida. Se há alguém no ramo que mereça receber mais alguma compensação pelo trabalho que têm, são essas pessoas.

 

Foi por isso que decidi assinar a petição que percorre a Internet neste momento, e que pode ser assinada aqui, não achando que a mesma possa ter grande impacto na decisão dos produtores em cederem às exigências dos guionistas, mas de forma a mostrar que estou solidário com aquilo que eles estão a pedir.

 

publicado por ZB às 15:36
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Edições de séries por completar e ainda a porcaria de edição portuguesa da BSG

 

Existem várias edições portuguesas de séries que continuam por completar. Falo de séries que terminaram, umas há algum tempo outras mais recentemente, cujas primeiras temporadas foram lançadas no mercado nacional, mas das quais ainda não vimos editados todos os episódios.

 

Falando daquelas que comprei, continuo à espera de poder terminar a colecção das seguintes: “Babylon 5”, em que só foi editada a primeira temporada de cinco existentes; “Lois & Clark: As Novas Aventuras do Super-Homem”, da qual falta editar apenas a quarta e última temporada; “Everybody Loves Raymond”, da qual apenas existem editadas três das nove temporadas; e “Arrested Development” da qual falta também a última temporada. Depois, existem ainda os casos de séries como “Roswell”, “Party of Five” e “Murphy Brown”, das quais apenas foi lançada a primeira temporada. Por fim, existe ainda outro caso totalmente diferente, referente à edição portuguesa de “Battlestar Galactica (BSG)”, sobre a qual falarei mais à frente.

 

Quando soube que a Warner Vídeo Portugal iria encerrar fiquei apreensivo, pois esta editora era a que estava a apostar mais no lançamento de séries de TV no mercado nacional, e tinha lançado algumas temporadas das já referidas “Babylon 5”, “Lois & Clark”, “Everybody Loves Raymond”, e também de “Nip/ Tuck”, “The O.C.”, “Gilmore Girls”, entre outras, que ficariam incompletas caso o seu catálogo não passasse para outra editora nacional. Felizmente, isso não aconteceu e o catálogo da Warner acabou nas mãos da Play Entertainment, que entretanto lançou a última temporada de “The O.C.” e vai lançar a quarta de “Nip/ Tuck”.

 

A questão que se coloca é se vão continuar a lançar também as temporadas das restantes séries que incluíam o catálogo da Warner? Tudo indica que sim. Pelo menos, espero que sim.

 

Contudo, continua no ar a dúvida em relação ao lançamento de “Babylon 5”. Há tempos, segundo contactos da própria Warner, a série não teria vendido o suficiente e, por isso, os responsáveis máximos da empresa teriam decidido não editar as restantes temporadas quer em Portugal como em Espanha. Nesse período, as edições portuguesas e espanholas de séries da Warner eram idênticas. Agora, com a entrada em cena da Play Entertainment, não sei até que ponto o cenário será diferente mas a verdade é que, actualmente, temos edições portuguesas das quartas temporadas de “The O.C.” e de “Nip/ Tuck” e em Espanha ainda não há previsão de lançamento das mesmas. Poderemos ter esperança numa edição portuguesa das restantes temporadas de “Babylon 5”? Esperança será mesmo a palavra-chave.

 

E o que se passa com “Lois & Clark”, cuja quarta temporada já existe em Espanha há quase um ano lançada pela Warner, mas sem legendas portuguesas ao contrário das outras edições anteriores? Na altura, a Warner Portugal ainda existia. Porque razão não foi editada cá? E agora, será que vai acontecer a esta edição o mesmo que aconteceu à segunda temporada de “Os Três Duques” que não foi editada cá porque, devido a um erro, as legendas portuguesas não foram incluídas? Perguntas que talvez fiquem sem resposta durante muito tempo.

 

Ainda a porcaria da edição portuguesa de BSG

 

Uma das maiores borradas feitas por editoras nacionais está relacionada com a edição da nova “Battlestar Galactica” pela Universal Pictures Portugal.

 

O que fizeram foi um verdadeiro insulto a todos os fãs portugueses desta brilhante série, levando-me a crer que quem faz um trabalho destes das duas uma, ou não conhecia a série e não se deu ao trabalho de pesquisar acerca da mesma ou conhecia-a mas decidiu que os portugueses não teriam direito a ter a minissérie que serviu como base, como episódio piloto, à série editada.

 

Passo a explicar. Em 2003, o canal americano da rede cabo Scifi produziu uma minissérie de três horas, uma re-imaginação de “Battlestar Galactica”, série datada de 1978 e conhecida em Portugal como “Galáctica – Batalha no Espaço”. A minissérie, escrita por Ronald D. Moore, conta a história de um ataque de uma raça de robôs, chamados Cylon, aos seus criadores, humanos que vivem distribuídos por doze planetas, doze diferentes colónias. Os sobreviventes colocam-se em fuga, criando uma frota liderada pela nave de guerra “Galactica”, em busca duma suposta décima terceira colónia, da qual apenas as lendas falam, chamada Terra. Mas os Cylon não desarmam e continuam a persegui-los.

 

A partir desta minissérie foi criada uma série com os mesmos personagens, os mesmos actores e equipa de produção, que seguiria o percurso desses humanos em busca da Terra. Assim, em 2004, surgiu a “Battlestar Galactica”, também conhecida como “BSG”, uma das melhores séries de televisão da actualidade.

 

Em Portugal, a série é praticamente desconhecida porque não passa em nenhum canal de televisão, seja de sinal aberto ou fechado, tendo apenas a minissérie passado há tempos na SIC ou na SIC Radical (não consigo precisar).

 

A Universal, seguindo a sua política de editar em Portugal as séries que edita em Espanha, decidiu lançar “BSG” mesmo sendo desconhecida do público em geral, talvez tentando explorar a porta que tinha sido aberta pela edição portuguesa da versão de 1978 e que muita gente tinha acompanhado na RTP1. Contudo, “esqueceram-se” que os espanhóis tinham lançado há algum tempo, em separado, a minissérie. Como a política da Universal para as suas edições em Portugal parece ser a de fazerem mais algumas cópias da edição espanhola, que já tinha legendagem em português, e apenas terem o trabalho de traduzirem o texto da capa e contracapa para português (a prova está no genérico da série que aparece em espanhol…), a edição portuguesa surgiu no mercado sem a minissérie incluída, ou seja, sem o início da história! Certamente, quem desconhecia a série e comprou esta edição deve ter ficado intrigado (no mínimo) quando, no início do primeiro episódio, surge um narrador a dizer “Anteriormente em Battlestar Galactica…” e aparecem cenas a resumir o que aconteceu na minissérie.

 

Quem quis, ou ainda quer, ter a série completa tem de comprar uma edição estrangeira sem legendagem em português ou então comprar a versão brasileira.

 

Fiquei revoltado com a situação, pelo amadorismo ou simples desrespeito para com os consumidores portugueses demonstrado pela editora em questão. Mas fiquei desapontado por não ver desenvolvida qualquer manifestação de insatisfação por parte doutros, nem que fosse através de uma petição. Talvez isso se explique pelo facto de ninguém acreditar que se possa mudar alguma coisa. Não sei. Talvez eu não tenha tido conhecimento de alguma acção levada a cabo. Duvido que algo do género tenha acontecido. A verdade é que em Portugal, por mais que se “esperneie”, o resultado parece ser sempre o mesmo, ficando tudo como estava. Ainda enviei um e-mail ao Nuno Markl que, como figura pública, líder de opinião e manifesto admirador da série, poderia fazer a diferença se fizesse algum “barulho”, mas parece que nem se importou com o assunto pois não vi, li ou ouvi qualquer referência ao mesmo. Ou então não queria ir de encontro à editora por quaisquer outras razões.

 

E assim ficamos com esta porcaria de edição portuguesa da “BSG”. E se há algo que esta série não merece, é ter uma porcaria de edição de DVD. Seja em que país for.

 

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publicado por ZB às 15:57
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