Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: House (FOX) – 4.ª temporada

 

Para além de um personagem principal soberbo, Gregory House, magistralmente interpretado pelo britânico Hugh Laurie, “House” sempre foi uma série cuja componente de «procedural» (a já imensamente referida fórmula «introduz-se um problema/ investiga-se o problema/ resolve-se o problema») me deixava constantemente de pé atrás em relação à mesma. Gostei da primeira temporada, mas a segunda e a terceira tornaram-se cansativas, para não dizer até aborrecidas. Os casos médicos continuavam interessantes, mas os métodos de resolução e o percurso percorrido até se descobrir a cura seguiam basicamente o mesmo padrão todas as semanas. Além disso, sempre achei que se eliminássemos a personagem principal a série nem teria metade do impacto que sempre teve. Não que os outros actores envolvidos não sejam bastante competentes ou que os outros personagens não tenham o seu interesse, mas a verdade é que House e Hugh Laurie são toda base da série. O resto são acessórios.

 

Ao contrário de muitas opiniões que tenho lido (e ainda bem que nem todos gostamos do mesmo), a quarta temporada de “House” conseguiu reavivar-me o interesse pela série. Apesar de alguns problemas, “House” conseguiu apresentar uma frescura a cada episódio que simplesmente tinha perdido durante as temporadas anteriores. A adição dos novos personagens, quer se goste dos mesmos ou não, possibilitou uma diversidade de opções de linhas de argumento que a série não tinha tido até aqui.

 

Contudo, e tal como referi anteriormente, isso acabou por ter também um impacto negativo na série, nomeadamente, em termos de gestão de elenco. Com a entrada em cena de mais de uma meia-dúzia de novos personagens, alguns dos mais antigos acabaram por perder tempo de antena. E o mais engraçado de tudo é que, a ausência daqueles personagens que faziam parte de um sistema que se estava a tornar obsoleto, tornou-se uma das principais falhas da quarta temporada. Não percebi muito bem qual foi o interesse dos produtores em deixar os personagens mais antigos praticamente votados ao trabalho de figurante, quando podiam perfeitamente, e aceitavelmente, ter terminado a sua história no final da terceira temporada.

 

Resta dizer que, além de uma temporada recheada de surpresas, tivemos ainda a oportunidade de ver um dos melhores episódios de toda a série e, muito provavelmente, aquela que será a melhor hora de televisão produzida durante a temporada 2007/08, de seu título “House’s Head”.

 

Média dos Episódios: 8.96/10

Avaliação Global: 8.85/10

Nota Final: 8.9 (8.91)/10

 

publicado por ZB às 15:25
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

House – 4x15 – House’s Head [1] (FOX)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio. 

 

Esqueçam o “Frozen”. Esqueçam os outros episódios desta temporada de “House” a que dei mais de nove valores. Esqueçam por completo aquele 9.7 que dei ao terceiro episódio desta quarta temporada. E porque o devem fazer? Porque ao lado deste “House’s Head”, todos os outros episódios não são praticamente nada! Esperem… Eu falei em temporada!? É que queria dizer série. Em quatro temporadas de “House”, só o vigésimo primeiro episódio da época de estreia, aquele hino à boa televisão intitulado “Three Stories” (sim, esse mesmo, o da Carmen Electra), consegue rivalizar com o décimo quinto da quarta temporada. E só não ganha nota máxima, porque é um episódio sem desfecho, porque é a primeira de duas partes.

 

E claro que só poderia começar por mencionar talvez aquela que será a melhor cena de toda a série, a Cuddy a diagnosticar enquanto faz um ultra-sensual striptease, e que teve honras de consecutivos replays. Já seria de esperar que numa exploração da mente do House tivéssemos a Cuddy, no mínimo, em trajes menores. Melhor ainda. O strip foi um excelente extra.

 

E por falar em strip, é com um, desta vez feito por uma profissional, que o episódio começa. House encontra-se numa casa de striptease a desfrutar de uma lap dance. Desfrutar não será bem o termo a aplicar, visto que ele não se consegue lembrar de como foi ali parar ou mesmo do que aconteceu nas últimas horas. Descobre que tinha ingerido bebidas alcoólicas há pouco tempo e que tem uma contusão na cabeça. Quando decide abandonar o estabelecimento, depara-se com um cenário dantesco, resultado de um acidente envolvendo um autocarro, e começa a ter flashes que lhe indicam que a sua situação é consequência de ter estado envolvido nesse mesmo acidente. Além disso, pressente que antes ou durante o acidente conseguiu observar um diagnóstico grave, mas não se consegue recordar em quem o fez. E encontrar essa pessoa é a premissa do episódio.

 

Para conseguir recordar o que se passou, House vai utilizando, durante a totalidade do episódio, diferentes técnicas que lhe permitam reavivar a memória, cada uma mais interessante que a outra. Mas o grande realce das experiências não é as técnicas utilizadas, e sim os resultados. De cada vez que House acede ao seu subconsciente, a audiência é transportada para o interior da sua mente. E o desfecho é brilhante. Após algumas tentativas falhadas, ele consegue identificar um problema com o condutor do autocarro e, consequentemente, diagnosticar as causas desse problema, conseguindo curá-lo.

 

Contudo, uma estranha e linda mulher, que ele não consegue visualizar como sendo um dos passageiros, torna-se um elemento comum de cada vez que House experimenta a regressão. Após alguma insistência, e durante uma cena simplesmente genial que nos revela o momento do acidente, ele consegue lembrar-se que a mulher mistério não é nada mais do que a Amber, a «Cutthroat Bitch», que misteriosamente também ia no autocarro e está em perigo de vida sem que quem a conhece saiba. E assim ficamos de boca aberta. A olhar para a televisão. Com a baba a escorrer ao canto da boca (esperem, acho que isto aconteceu durante outra cena).

 

Simplesmente brilhante.

 

E sabem que mais? Que se lixe aquilo que disse no início do texto em relação ao episódio não ganhar nota máxima por ser apenas uma primeira parte. Este episódio merece a nota mais alta disponível. E a nota mais alta é o 10.

 

Nota: 10/10

 

tags: ,
publicado por ZB às 21:44
link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito
|
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

House 2.0???

 

E agora uma notícia que acho nunca me ter ocorrido ser uma possibilidade: parece que a FOX está a preparar um spin-off de “House” para a próxima temporada!!! O quê!?!? Segundo o Ausiello, da TVGuide, um personagem masculino irá fazer uma aparição na série durante vários episódios e, caso a coisa pegue, esse personagem terá direito a uma série própria. O mais engraçado (estranho) é que o personagem não será médico, mas um investigador particular.

 

Hummm… Para mim, “House” é “House” porque tem House. Sem House, certamente seria uma daquelas séries que já teriam levado uma machadada há algum tempo. Por isso, não perspectivo grande interesse neste possível spin-off.

 

E vocês? O que acham desta notícia?

 

publicado por ZB às 10:25
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quarta-feira, 19 de Março de 2008

House: Promo aos próximos episódios

Para aqueles que já têm saudades, aqui fica a primeira promo aos restantes 4 episódios.

 

publicado por ZB às 16:52
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Correio da Manhã: o jornal que estraga prazeres

 

Quem ainda não viu nada da quarta temporada de “House”, e não quer saber nada sobre o que vai acontecer na série, por favor evite o “Correio da Manhã”! Não é que eles decidiram publicar uma notícia sobre a estreia da série onde revelam quem são os novos membros da equipa de House! A notícia é a que se segue, só que eu assinalei a branco o SPOILER! Isto realmente é inacreditável…

 

Dr. House regressa hoje à noite à TVI

 

A TVI estreia hoje, pela meia-noite, a quarta temporada de ‘Dr. House’, protagonizada por Hugh Laurie na pele do insensível ‘Gregory House’, agora com uma nova equipa.

 

A série, criada por David Shore, exibida na TVI e na FOX, foi galardoada com vários prémios, entre eles dois Globos de Ouro.


‘House’, especialista em doenças infecciosas, destaca-se pela capacidade de fazer diagnósticos, assim como pelo mau humor, cepticismo, narcisismo e distanciamento perante os pacientes. Agora juntam-se à sua equipa os actores Olivia Wilde, Kal Penn e Peter Jacobson na pele, respectivamente, de ‘13’, ‘Kutner’ e ‘Taub’.


No episódio desta noite ‘House’, que despediu a sua equipa anterior, mantém-se renitente em contratar novos colaboradores, dispensando-os um a um. ‘Willson’ (Robert Sean Leonard) e ‘Cuddy’ (Lisa Edelstein) pressionam-no mas ele teima em, sozinho, tentar salvar uma paciente. A jovem foi vítima de um desmoronamento e devido às lesões só consegue comunicar pestanejando. ‘House’ vai perceber que precisa de ajuda e acaba por contratar novos colaboradores.

 

publicado por ZB às 10:01
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

House – 4x11 – Frozen (FOX)

 

É verdade que “House” é uma série de qualidade. Que é bem escrita. Que é bem produzida. Que tem um personagem principal fenomenal, interpretado magistralmente por um grande actor. Que tem um grupo de secundários competente, tanto em termos de personagens como em termos de quem encarna os mesmos.

 

Sim, tudo o que acabei de referir é algo por demais evidente a quem vê a série e, mesmo aqueles que não gostam da mesma, não conseguem negar-lhe essas qualidades.

 

Em contrapartida, e infelizmente, “House” é um «procedural», ou seja, uma série cujos episódios são construídos seguindo a fórmula: «introduz-se um problema/ investiga-se o problema/ resolve-se o problema». E este tipo de séries acaba por se tornar demasiado cansativo devido à sua repetibilidade. Um dos melhores exemplos, em “House”, do que acabei de referir é a forma como se inicia cada episódio, a fase em que se introduz o problema. Sinceramente, não me recordo se isto aconteceu desde o primeiro momento, mas sei que o método é utilizado na série há bastante tempo, e é o seguinte: coloca-se um elemento estranho à série a revelar sintomas de doença ou a ter um qualquer acidente; o espectador é induzido a que essa pessoa, esse personagem, será o doente sobre quem o episódio irá incidir; só que o verdadeiro doente é um elemento até então secundário em toda a cena, sendo alguém que socorre o primeiro ou um familiar/ amigo/ conhecido seu. E isto é algo que acontece em todos os episódios, subvertendo o elemento de surpresa que se pretende incutir, em algo chato e demasiado irritante.

 

A questão é que, ao contrário de outros «procedurals», os aspectos positivos de “House” conseguem ir abafando os negativos, tornando a série menos maçadora que muitas outras. Claro que muita gente gosta deste tipo de séries. Aliás, existe um grande número de pessoas que gostam deste tipo de séries, ou seria de estranhar o facto das grelhas de programação dos canais norte-americanos estarem inundadas delas. 

 

Tendo em conta o que referi anteriormente, cada vez que surge um elemento novo na história de um «procedural», um elemento que não esteja de acordo com o padrão normal, os episódios tornam-se bem mais agradáveis de ver. E este “Frozen” é um deles.

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu o episódio.

 

Estruturado em três linhas de argumento diferentes, “Frozen” consegue ser quase soberbo, mas não o é. E porquê? Porque o House decidiu que quer televisão por cabo…

 

Com uma convidada de luxo, Mira Sorvino – actriz que ganhou um Óscar pelo seu papel no filme “Poderosa Afrodite”, mas que nunca conseguiu elevar a sua carreira ao mais alto patamar de Hollywood -, no papel da Dra. Cate Milton, uma psiquiatra que se encontra no Pólo Sul, que adoece e, sem acesso a um hospital devido ao mau tempo, pede auxílio a House e à sua equipa através de uma ligação por videoconferência.

 

House é um personagem com uma personalidade bastante forte e as mulheres por quem demonstra algum interesse, ou melhor, com as quais demonstra subtilmente que poderia ter uma relação, são sempre mulheres com carisma. Foi-o a personagem de Sela Ward, inicialmente a de Michael Michele, e a de Mira Sorvino também o é. A química entre ambos foi fantástica, e os momentos que partilharam, mesmo em espaços físicos diferentes, nunca pareceram demasiado forçados, ficando sempre aquela sensação da possibilidade de uma ligação emocional real entre os dois. Se juntarmos a essa interacção entre os personagens, a necessidade de recorrer a métodos de investigação médica improvisados, então temos uma das melhores linhas de argumento que esta série conhece desde há muito.

 

O outro ponto alto do episódio, apesar de não ter sido tão bom como o mencionado anteriormente, prende-se com a insistência de House em descobrir a identidade da nova namorada de Wilson. A relação de House e Wilson é, geralmente, utilizada quase como «comic relief» da série, e esta linha de argumento não foi excepção. Ainda por cima, o seu clímax constitui uma inesperada e bastante satisfatória reviravolta.

 

Mas, como nem tudo são rosas, a restante linha de argumento, aquela que parece ter sido metida à pressão para que a Cameron aparecesse no episódio e para que tivesse algo que fazer na série, foi quase inútil. Mesmo quando tentaram disfarçar a sua inutilidade, com o aproximar do final do episódio, não deixou de parecer que o seu propósito tenha sido apenas dar algum tempo de antena a Jennifer Morrison.

 

Nota: Este episódio era para ter duas partes, intenção que se perdeu devido à greve.

 

Nota: 9.5/ 10

 

tags: ,
publicado por ZB às 17:45
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

DVD: 3.ª temporada de "House" em Espanha a 5 de Dezembro

A terceira temporada de “House” sai em Espanha a 5 de Dezembro, numa edição com legendagem portuguesa. Além disso, sairão duas edições da terceira temporada, onde uma delas será vendida com um livro de Hugh Laurie, o actor que protagoniza a série, e uma edição que junta as três temporadas num pack.

 

Ambas as edições da terceira temporada terão os seguintes conteúdos:

 

Discos: 6

Imagem: 1.77:1 16/9 anamórfica

Áudio: Dolby Digital 2.0 Stereo Inglês, Castelhano

Legendas: Inglês, Castelhano e Português

 

  

 

Extras:

 

·          Cena alternativa do episódio “Caim e Abel”;

·          Bloppers;

·          Comentários do produtor executivo David Shore e da realizadora Katie Jacobs;

·          Anatomia de um episódio;

·          Sessão musical com a Banda de House;

·          House a descoberto: a oficina de produção;

·          Sangue, seringas e partes do corpo: os acessórios de House.

 
publicado por ZB às 17:03
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

House – 4x4 – Guardian Angels (FOX)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu esses episódios.

 

House regressa, após uma semana de pausa, agora com os candidatos a integrar a sua equipa reduzidos a sete.

 

O episódio começa com uma cena mais própria de “Ghost Whisperer” do que de “House”, envolvendo uma mulher de origem do leste europeu e dois cadáveres. Depois de terem explorado um pouco o tema da vida depois da morte no episódio anterior, agora os produtores da série decidiram fazer uma pequena incursão pelo sobrenatural, onde uma mulher consegue ver e falar com espíritos de pessoas que já faleceram. Aqui, surge o primeiro problema deste episódio. Se o facto da mulher ter o espírito da sua mãe sempre presente (mesmo ela tendo morrido aos 25 anos há outros tantos atrás e a filha a relembrar com a idade que ela teria actualmente) até poderia ser compreensível, o mesmo não se pode dizer quando ela começa a referir-se sobre pessoas que nunca conheceu, como o paciente que faleceu no episódio anterior ou o avô de House. É extremamente duvidoso que qualquer doença ou condição de enfermidade possa dotar alguém de tais poderes paranormais. Para além do mais, quando finalmente se descobre o que ela tem na verdade, ainda é mais difícil de engolir toda a história dos fantasmas.

 

Por outro lado, o que continua em alta é o humor de House. Toda a analogia aos “Anjos de Charlie” e a forma como espicaça o “Mormom” durante todo o episódio, só para ganhar uma aposta que fez com Cameron, são momentos muito bons.

 

Também os candidatos a um lugar na equipa de House ganham mais interesse devido ao desenvolvimento que as personagens estão a ter. De quarenta médicos que iniciaram esta saga sobram sete e, no final deste episódio, ficaram apenas seis. Pessoalmente, gostaria que a maioria deles continuasse na série, pois a suas distintas personalidades tornam “House” mais dinâmica do que nunca. Contudo, o excesso de personagens secundários é um dos problemas principais que a série revela neste momento e não seria viável continuar com um elenco desta dimensão. Apesar de, neste episódio, Cameron e Foreman terem algum destaque (principalmente Foreman, que regressa a “casa” depois de ser rejeitado por vários hospitais), Chase, Cuddy e Wilson resumem a sua presença a uma única cena. Mas vai ser difícil quando chegar a altura de nos despedirmos da “Cutthroat Bitch” (a minha favorita), do “Mormom”, do “Older Man”, da “Thirteen” ou de qualquer um dos outros, como já o foi neste episódio.

 

Nota: 8.8/10

 

tags: ,
publicado por ZB às 14:39
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

House – 4x2 – The Right Stuff (FOX)

 

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento, existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu esses episódios. 

 

House começa a fazer a selecção dos seus novos lacaios de entre cerca de quarenta candidatos. Existem médicos das mais diferentes áreas, raças, idades, alguns dispostos a quase tudo para uma hipótese de integrar a sua equipa. Para que o processo de escolha seja facilitado decide colocá-los à prova num caso real. A paciente, a Capitã Greta Cooper, piloto da Força Aérea, é candidata ao programa para astronautas da NASA. Quando começa a ter estranhas visões, pede ajuda a House para que ele a trate sem que o hospital tenha conhecimento pois isso pode colocar em risco a sua entrada no programa da NASA.  

 

As mudanças nem sempre trazem algo de bom, e, por isso, estava na expectativa em relação às mudanças impostas nesta série, proporcionadas pela saída dos três elementos da equipa de House, Foreman, Cameron e Chase. Pelo menos para já, parecem-me que foram acertadas. Como já referi anteriormente, a série padecia de uma certa repetibilidade. Os casos médicos, apesar de diferentes na sua génese, eram resolutos de forma muito semelhante, o que a tornava, por vezes, cansativa. Agora, com esta reviravolta, a mesma ganhou uma vitalidade que vinha a perder há algum tempo.

 

Ver quarenta pessoas, ou quase porque nem todos têm o “tempo de antena”, a trocarem ideias e procedimentos para solucionar um caso, de onde saem ideias como fazer implantes mamários para que as cicatrizes no peito de uma mulher possam ser justificadas, ou as punhaladas nas costas que alguns estão dispostos a dar nos outros para terem mais probabilidades de ficar com o lugar, ou homens religiosos que deixam de lado as suas convicções para agradarem a House, ou até alguém que nem sequer é médico a tentar integrar a equipa sem que ninguém saiba, motivam-me o interesse por esta série de uma forma como poucas vezes o tinha feito anteriormente.

 

Talvez a parte menos interessante do episódio tenha sido as supostas visões que House começa a ter dos seus antigos elementos de equipa. Se a ideia de que eles poderiam ser visões já não foi muito feliz, ainda pior foi saber que a Cameron já está de volta ao hospital há três semanas e o House nem sequer tinha conhecimento do seu regresso. Só o facto de ela ter mudado de cor de cabelo não era suficiente para que ele não se tivesse apercebido que ela estava de volta.

 

Mas, apesar de tudo, temos o regresso de duas das principais personagens, Cameron e Chase, que parece que estão noivos, mas continuamos sem ter a certeza de onde está Foreman, apesar de ele ter sido uma das “miragens” de House, Wilson e Cuddy insistem que ele está a trabalhar em Nova Iorque.

 

De um modo geral, este segundo episódio foi muito interessante pela dinâmica gerada pelos candidatos à equipa de House, bem como pelos momentos de comédia proporcionados a que a série nos habituou.

 

Nota: 9.4/10

tags: ,
publicado por ZB às 13:14
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

House – 4x1 – Alone (FOX)

Fica o aviso a quem não quer saber nada sobre o que aconteceu na série que, a partir deste momento existem grandes SPOILERS, ou seja, para quem não conheça o termo, a partir daqui vão começar a ser reveladas coisas que aconteceram na história e que podem estragar o visionamento a quem ainda não viu esses episódios. 

 

Primeiro que tudo, quero referir que nunca fui um fã incondicional de “House”. Gosto, vejo todos os episódios, mas acho aquilo muito repetitivo. A única coisa que realmente me desperta o interesse é a própria personagem House, aquele que será o factor de maior apelo da série para quase toda a gente.

 

Neste primeiro episódio, encontra-mos House a trabalhar sozinho, sem a sua equipa de médicos, Foreman e Cameron, que se despediram, e Chase, que foi despedido. Quando uma mulher, retirada dos escombros de um edifício que ruiu, começa a ter uma febre que não deveria, Cuddy pede a House que intervenha. À medida que o caso se complica, Cuddy pede para que House contrate uma nova equipa, pois acha que ele precisa de ajuda, enquanto House argumenta não precisar de ninguém, sendo suficiente para fazer o trabalho bem feito e salvar a vida da mulher. È aqui que nasce uma espécie de confronto entre os dois para ver quem tem razão. Além disso, também Wilson decide usar uma pouco ortodoxa técnica de persuasão, quando decide sequestrar a guitarra de House e mantê-la refém até uma nova equipa ser contratada.

 

Em todo o episódio se tenta provar o ponto de Cuddy, de que House precisa de uma equipa para ter sucesso, mas o que acaba por ser transmitido é totalmente o contrário. House poderia fazer este trabalho sozinho. Ele acaba por solucionar o caso, procedendo da mesma forma que fez em todos os outros, quando tinha uma equipa a suportá-lo. Até mesmo o argumento final de Cuddy, em que realça as mais-valias dos antigos lacaios de House, é fraco e, de certa forma, é surpreendente que o que ela lhe disse o tenha feito mudar de ideias.

 

Quando ao resto, destaque para algumas partes bem divertidas, como a do empregado de limpeza a substituir a equipa de House, ou quando ele decide raptar um doente de Wilson para lhe pagar na mesma moeda depois de ele ter sequestrado a sua guitarra, e, principalmente, destaque para aquele twist final que, apesar de haver uma cena onde se poderia prever tal desfecho, foi bastante surpreendente. Será uma espécie de homenagem a M. Night Shyamalan, já que o próprio House tem uma fala em que diz que parece estar dentro de um filme do mesmo? Apesar de não estar sequer perto do nível dos twists do famoso realizador, foi muito bem concebido.

 

O único ponto negativo a destacar é mesmo a ausência de Foreman, Cameron e Chase, mas pelo caminho que decidiram dar ao episódio, é aceitável que ainda não nos tenham revelado o seu paradeiro.

 

Nota: 9.2/10    

 

tags: ,
publicado por ZB às 14:41
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

 

posts recentes

Balanço da Temporada 2007...

House – 4x15 – House’s He...

House 2.0???

House: Promo aos próximos...

Correio da Manhã: o jorna...

House – 4x11 – Frozen (FO...

DVD: 3.ª temporada de "Ho...

House – 4x4 – Guardian An...

House – 4x2 – The Right S...

House – 4x1 – Alone (FOX)

tags

24(10)

90210(1)

abc(31)

alias(1)

aliens in america(1)

amc(1)

audiências(6)

axn(1)

back to you(2)

balanço da temporada(12)

banda sonora(3)

big shots(1)

bionic woman(3)

blogs(3)

bones(1)

boston legal(2)

brothers & sisters(2)

bsg(34)

californication(2)

cancelamentos(3)

canterbury's law(2)

castings(5)

cbs(10)

chuck(3)

csi(4)

damages(2)

desperate housewives(2)

dexter(7)

dirt(2)

dirty sexy money(3)

dvd(41)

dvd: raio-x(5)

emmys 2008(2)

estreias tv portuguesa(19)

find 815(3)

fox(22)

friday night lights(7)

fringe(3)

fx(5)

golden globes(6)

gossip girl(5)

grande massacre 2007(2)

grelha 2008-09(10)

greve(38)

grey's anatomy(12)

hbo(3)

heroes(17)

house(10)

how i met your mother(2)

jericho(9)

journeyman(2)

k-ville(2)

knight rider(9)

lançamentos(35)

lançamentos dvd: espanha(8)

lançamentos dvd: portugal(18)

lost(62)

machadadas(12)

mad men(2)

melhores 2007(15)

miss guided(2)

moonlight(2)

nbc(35)

new amsterdam(2)

nip/ tuck(3)

notícias(160)

off-topic(18)

one tree hill(3)

opinião(2)

óscares(2)

passatempos(8)

prémios(10)

prison break(8)

promos(38)

pushing daisies(3)

ranking(32)

regresso ao passado(5)

ronda de críticas(55)

samantha who?(4)

scifi(13)

sensual tv(8)

série recomendada(2)

showtime(11)

sondagens(2)

speechless(5)

stargate atlantis(2)

take(4)

tell me you love me(3)

terminator: the sarah connor chronicles(7)

the 4400(2)

the cw(7)

the office(5)

the return of jezebel james(2)

the shield(5)

the tudors(5)

til death(2)

tv nacional(23)

ugly betty(2)

vídeos(69)

x marca o local(36)

todas as tags

posts recentes

Balanço da Temporada 2007...

House – 4x15 – House’s He...

House 2.0???

House: Promo aos próximos...

Correio da Manhã: o jorna...

House – 4x11 – Frozen (FO...

DVD: 3.ª temporada de "Ho...

House – 4x4 – Guardian An...

House – 4x2 – The Right S...

House – 4x1 – Alone (FOX)

pesquisar

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

 

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

 

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

 

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

 

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

 

 

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
blogs SAPO

subscrever feeds