Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: House (FOX) – 4.ª temporada

 

Para além de um personagem principal soberbo, Gregory House, magistralmente interpretado pelo britânico Hugh Laurie, “House” sempre foi uma série cuja componente de «procedural» (a já imensamente referida fórmula «introduz-se um problema/ investiga-se o problema/ resolve-se o problema») me deixava constantemente de pé atrás em relação à mesma. Gostei da primeira temporada, mas a segunda e a terceira tornaram-se cansativas, para não dizer até aborrecidas. Os casos médicos continuavam interessantes, mas os métodos de resolução e o percurso percorrido até se descobrir a cura seguiam basicamente o mesmo padrão todas as semanas. Além disso, sempre achei que se eliminássemos a personagem principal a série nem teria metade do impacto que sempre teve. Não que os outros actores envolvidos não sejam bastante competentes ou que os outros personagens não tenham o seu interesse, mas a verdade é que House e Hugh Laurie são toda base da série. O resto são acessórios.

 

Ao contrário de muitas opiniões que tenho lido (e ainda bem que nem todos gostamos do mesmo), a quarta temporada de “House” conseguiu reavivar-me o interesse pela série. Apesar de alguns problemas, “House” conseguiu apresentar uma frescura a cada episódio que simplesmente tinha perdido durante as temporadas anteriores. A adição dos novos personagens, quer se goste dos mesmos ou não, possibilitou uma diversidade de opções de linhas de argumento que a série não tinha tido até aqui.

 

Contudo, e tal como referi anteriormente, isso acabou por ter também um impacto negativo na série, nomeadamente, em termos de gestão de elenco. Com a entrada em cena de mais de uma meia-dúzia de novos personagens, alguns dos mais antigos acabaram por perder tempo de antena. E o mais engraçado de tudo é que, a ausência daqueles personagens que faziam parte de um sistema que se estava a tornar obsoleto, tornou-se uma das principais falhas da quarta temporada. Não percebi muito bem qual foi o interesse dos produtores em deixar os personagens mais antigos praticamente votados ao trabalho de figurante, quando podiam perfeitamente, e aceitavelmente, ter terminado a sua história no final da terceira temporada.

 

Resta dizer que, além de uma temporada recheada de surpresas, tivemos ainda a oportunidade de ver um dos melhores episódios de toda a série e, muito provavelmente, aquela que será a melhor hora de televisão produzida durante a temporada 2007/08, de seu título “House’s Head”.

 

Média dos Episódios: 8.96/10

Avaliação Global: 8.85/10

Nota Final: 8.9 (8.91)/10

 

publicado por ZB às 15:25
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Pushing Daisies (ABC) – 1.ª temporada

 

O mundo de fantasia de “Pushing Daisies” tem revelado desenvolver sentimentos extremos. Na grande maioria das opiniões, ou se gosta ou se detesta. Poucos são aqueles que ficam na indecisão em relação a uma das revelações da temporada, mas uma coisa é certa: ninguém fica indiferente.

 

Criada por Bryan Fuller, o mesmo que nos trouxe “Dead Like Me” e “Wonderfalls”, esta série é muito mais do que apenas ambientes pitorescos, cenários por muitos comparados aos burtianos, e que nos deslumbram a cada episódio. “Pushing Daisies” vive essencialmente do seu conjunto de personagens burlescas, desempenhadas de forma exemplar por um elenco diversificado mas complementar, e que nos conseguem envolver nas suas vidas logo desde o primeiro momento em que contactamos com as mesmas. Desde a cumplicidade existente entre o casal de protagonistas, Ned e Chuck (diminutivo de Charlotte), às tiradas cómicas de Emerson, aos constantes suspiros de Olive pelo amor não correspondido de Ned, passando por uma dupla de estranhas «sereias» semi-reformadas, Lily e Vivian, não há personagem que nos deixe indiferente.

 

E se o ambiente é fantástico e os personagens são soberbos, a história não lhe fica atrás. Apesar da estrutura procedural, ao que se diz imposta pela ABC – como resultado da preguiça cerebral dos norte-americanos em geral (esta parte sou eu que afirmo) –, e apesar da forte componente romântica da série que, por vezes, é demasiado melosa, a premissa por detrás de “Pushind Daisies” é uma das mais originais dos últimos tempos. Um homem, Ned, tem a capacidade de ressuscitar os mortos com apenas o seu toque, mas só durante um minuto. Se após esse minuto, Ned não tiver voltado a tocar no corpo de quem ressuscitou, devolvendo-lhe o fatal destino, alguém nas proximidades morrerá em vez dessa pessoa. Claro que Ned, ao saber que a sua paixão de infância, Chuck, foi assassinada, corre em seu auxílio e acaba por lhe dar o sopro da vida, mas agora ambos vivem reféns de uma relação amorosa pouco frutífera, visto que não se podem tocar ou ela morrerá, e desta vez, para sempre.

 

Ora, aquele que é o principal elemento desta história, o amor impossível entre Ned e Chuck, é também o principal calcanhar de Aquiles de “Pushing Daisies”. Se ao fim de nove episódios, o facto de ambos os personagens terem este enorme entrave nas suas vidas já começa a revelar-se algo cansativo para o espectador, o que esperar para temporadas de vinte episódios? É, principalmente, nesse aspecto que a série tem agora a difícil tarefa de provar que consegue ser mais do que mostrou até aqui. Que consegue manter um espírito inovador. Algo que não é, de todo, impossível de pedir a Bryan Fuller, uma das mentes mais criativas da televisão norte-americana. Por isso, as expectativas para a segunda temporada continuam em alta.

 

Média dos Episódios: 9.12/10

Avaliação Global: 8.90/10

Nota Final: 9.0 (9.01)/10

 

publicado por ZB às 12:26
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: CSI (CBS) – 8.ª temporada

 

A primeira ideia que surge quando se fala de “CSI” é de que é um produto esgotado. Oito anos e dois spin-offs depois, parece difícil fugir a uma fórmula que se enraizou na cultura televisiva. Contudo, as duas temporadas antecessoras provaram que o modelo é moldável e adaptável, mostrando que, apesar de continuar a manter a sua estrutura tradicional, a série conseguia ir mais além em termos narrativos do que o formato «case of the week». Infelizmente, a presente época destoou das anteriores e “CSI” caiu de novo nas malhas da repetibilidade e da monotonia criativa, com uma ou outra excepções.

 

Se grande parte do público norte-americano parece discordar do que eu disse anteriormente, ou as audiências da série não continuariam tão altas como ainda estão (a temporada registou uma média de 16.89 milhões de espectadores), fazendo da mesma um dos programas mais assistidos do ano, a verdade é que até os membros do elenco parecem começar a desejar novos desafios – Jorja Fox disse adeus no início da temporada; Wlliam Petersen ainda pensou muito no assunto antes de se comprometer com a série por mais uns anos.

 

E foram essas mesmas mexidas no elenco que proporcionaram as quebras de monotonia que referi anteriormente. Não fosse a partida de Jorja Fox e o afamado despedimento de Gary Dourdan e a oitava temporada de “CSI” pouco ou nada teria que valesse a pena ser mencionado.

 

Média dos Episódios: 8.42/10

Avaliação Global: 6.00/10

Nota Final: 7.2 (7.21)/10

 

publicado por ZB às 11:05
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Grey’s Anatomy (ABC) – 4.ª temporada

 

Quando “Grey’s Anatomy” chegou ao pequeno ecrã, há cerca de quatro anos, não era propriamente uma lufada de ar fresco, já que a sua história se desenrolava num meio típico em televisão, a medicina, mas era de certa forma refrescante porque tentava abordar um ponto de vista diferente da vida hospitalar, o daqueles que davam os primeiros passos no ramo.

 

O grande problema foi que, aquilo que a tornava diferente dos outros dramas hospitalares revelou-se cada vez mais pueril e repetitivo, deixando a série cair numa fórmula típica de novela. Juntando a isso a aparente necessidade em ter uma dose forte de casos médicos invulgares, muitos deles parecendo demasiado forçados, e “Grey’s Anatomy” caiu definitivamente fora do goto. Nem mesmo o excelente trabalho do elenco – que sempre foi o ponto mais forte da série –, conseguia disfarçar a escrita cada vez mais desinteressante de Shonda Rhimes e da sua equipa de argumentistas.

 

A terceira temporada foi completamente para esquecer. E o início da quarta também não foi muito melhor. Os personagens continuaram a conduzir as suas desventuras amorosas de forma demasiado infantil. A relação Meredith/ Shepherd estava presa num ciclo vicioso. O triângulo Izzie/ George/ Callie foi inteiramente nauseante. E as melhores personagens, interpretadas pelas excelentes Sandra Oh e Chandra Wilson, foram estranhamente votadas quase ao esquecimento, com linhas de argumento que não faziam jus ao nível qualitativo das duas actrizes. Até mesmo o facto de os jovens médicos terem entrado numa nova fase da sua carreira, sendo agora residentes, foi subaproveitado, com os criadores da série a preferirem, mais uma vez, destacar as relações pessoais em vez de explorarem mais a fundo esta nova vertente profissional.

 

Apesar disso, na segunda metade da temporada, quando as criancices foram postas mais de lado e a medicina e o drama adulto tomou maior conta da série, “Grey’s Anatomy” conseguiu recapturar aquele espírito de novidade que tinha tido no início. Não que o desenrolar dos acontecimentos fosse algo nunca visto, mas porque os sentimentos que despelotavam eram de novo refrescantes. Mesmo com uma ou outra linha de argumento que ainda continuavam a atrair bocejos, como por exemplo o triângulo amoroso Meredith/ Shepherd/ Rose, a verdade é que os prós, ao serem balançados com os contras, estavam agora em vantagem.

 

Contudo, as expectativas para a próxima temporada continuam numa espécie de limbo, uma dúvida entre algo que poderá ser mais do mesmo ou algo de novo e irreverente. Infelizmente, aposto no mais do mesmo, sobretudo em relação ao casalinho principal, o qual não me parece que vá ter ainda uma vida descansada. Mas, vamos esperar para ver.

 

Média dos Episódios: 8.61/10

Avaliação Global: 7.80/10

Nota Final: 8.2 (8.205)/10

 

publicado por ZB às 15:11
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Especial «Bite the Dust»

 

Aliens in America [Média dos Episódios: 8.22/10 Avaliação Global: 7.10/10 Nota Final: 7.7 (7.66)/10]

 

É incrível como a CW, que parece poder estar à beira da extinção, cancela uma série como “Aliens in America” e continua a alimentar dramas teen com vidas de plástico e reality shows de qualidade (bastante) duvidosa. Ok, “Aliens in America” não é nada do outro mundo, mas tem uma premissa original e tem alguma qualidade. Tem um ensemble bastante competente e quando deixa de lado a pipoqueira fórmula teen e se centra na exploração das diferenças culturais consegue ser bastante audaciosa, sobretudo, por demonstrar não ter medo de caricaturar os norte-americanos. E talvez tenha sido essa a principal razão de nunca ter conseguido cativar o (escasso) público da CW.     

 

Canterbuy’s Law [Média dos Episódios: 8.73/10 Avaliação Global: 8.50/10 Nota Final: 8.6 (8.62)/10]

 

FOX, FOX, FOX… Os responsáveis por este canal só vêem cifrões à frente dos seus míopes olhos. Se determinada série não corresponde em termos de audiências aos números que eles têm em mente fica com a corda ao pescoço ainda antes de se poder afirmar. Este ano foi assim com “The Return of Jezebel James”, que apenas durou três episódios, o ano passado aconteceu o mesmo com “Drive”, e a lista prolonga-se, e prolonga-se, e prolonga-se… “Canterbury’s Law” ainda resistiu até terminar os seis episódios que tinha gravado (consequências da greve). Os números inicias não foram famosos e a mudança da segunda para a sexta-feira (o pior dia para alcançar audiências) foi o princípio do fim. O que é uma grande pena. Com o cunho da equipa responsável por “Rescue Me”, e uma Julianna Margulies em grande forma, “Canterbury’s Law” apresentava-se como uma série de advocacia duramente real e sem floreados, com base numa fortíssima personagem principal, mas cujos secundários começavam a ganhar o seu espaço. Não tenho dúvidas que iria vingar, caso tivesse tido a devida oportunidade de o fazer.

 

Jericho (2) [Média dos Episódios: 9.09/10 Avaliação Global: 8.80/10 Nota Final: 9.0 (8.95)/10]

 

Se bem que “Jericho” se diferenciava de outras séries pela sua história pós-apocalíptica, e mesmo que se tenha tornado em mais uma série de conspirações governamentais, a verdade é que esta última característica sempre fez parte do universo da mesma. Por isso, percebe-se perfeitamente que os produtores, sabendo que estes sete episódios, provavelmente, seriam (como foram) a derradeira hipótese de dar aos fãs o que eles queriam, tenham decidido pegar e tentar resolver muitas das pontas soltas criadas durante a primeira temporada, deixando um pouco mais de lado todo aquele ambiente resultante do impacto da devastação de um país e das consequências advindas de explosões nucleares. E, ter a corda na garganta, fez de “Jericho” algo que nem sempre tinha conseguido ser: uma série atrevida, com coragem para arriscar e chocar. Só é pena que o final, mesmo feito propositadamente para finalizar a série, tenha deixado algum amargo de boca e nem sequer ter deixado a sensação de que a história terminou. Contudo, será assim tão mau reservar à nossa imaginação a iminente guerra civil?

 

Journeyman [Média dos Episódios: 8.52/10 Avaliação Global: 8.50/10 Nota Final: 8.5 (8.51)/10]

 

Mais uma das grandes baixas da temporada. Apesar da premissa não ser nova, a verdade é que o “Journeyman” cativou no primeiro momento, sobretudo pelo impacto que os fenómenos vividos pelo personagem principal tinham na sua vida e na das pessoas que o rodeavam. Com um dos melhores episódios-piloto da temporada, a série acabou por cair no registo de procedural e perder alguma da sua impetuosidade inicial, mas recuperou-a na última meia-dúzia de episódios da temporada. Infelizmente, não convenceu o público norte-americano e foi vítima das audiências. Como consolo, resta um final em forma de conclusão da história. Mais ou menos.  

 

Miss Guided [Média dos Episódios: 8.20/10 Avaliação Global: 5.50/10 Nota Final: 6.9 (6.85)/10]

 

O conceito tentava ser diferente do habitual: as atribulações da vida escolar, mas na perspectiva dos professores. Contudo, acabaram por transformar os professores em adultos com problemas de miúdos. O resultado não foi o melhor, mas a série ainda conseguiu arrancar algumas gargalhadas graças à excelente prestação da protagonista, Judy Greer.

 

New Amsterdam [Média dos Episódios: 8.43/10 Avaliação Global: 6.20/10 Nota Final: 7.3 (7.32)/10]

 

Além de ser uma cópia descarada de “Highlander”, “New Amsterdam” tinha o condão de esticar a suspension of disbelief (a vontade que uma pessoa tem em aceitar como verdadeira a premissa de qualquer obra de ficção). Ainda por cima, era um procedural, qualidade que por aqui, no TVDependente, faz revirar os olhos de aborrecimento. Apesar disso, os flashbacks das múltiplas vidas do personagem principal e a relação destes com o presente eram bastante interessantes.

 

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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: One Tree Hill (CW) – 5.ª temporada

 

Já inúmeras vezes me referi a “One Tree Hill” como um guilty pleasure. E foi-o. Durante bastante tempo. Mas quando a culpa (guilt) começa a reduzir o prazer (pleasure) a insatisfação, o melhor é mesmo deixá-lo de lado.

 

Sejamos sinceros: “One Tree Hill” é uma novela. Quer se queira admitir ou não. Claro que, tal como as novelas brasileiras são melhores que as nossas, as norte-americanas estão num patamar superior em relação às brasileiras.

 

Ao contrário de, por exemplo, “Gosspip Girl”, “One Tree Hill” não tem meninos mimados nascidos em berços de ouro, com vidas de plástico, onde o baile não-sei-do-quê é o maior acontecimento das suas vidas. Na pequena cidade de Tree Hill era suposto viverem jovens tal como eu e tal como toda a gente. E, durante algum tempo, há muitos, muitos episódios atrás, o Lucas, o Nathan, a Peyton, a Brooke, a Haley, o Mouth e o Skills, eram jovens quase normais. Gostasse-se ou não dos dramas teen (explorados à exaustão) que eles viviam, a verdade é que este grupo de jovens tinha uma parcela da sua vida, mesmo que pequena, com a qual nos conseguíamos identificar.

 

Deixando de lado o que se passou nos primeiros anos da série, chegamos a 2007, à estreia da quinta temporada, na qual os adolescentes de Tree Hill deram um salto de quatro anos para o futuro e são agora jovens adultos. E aqui adensam-se os problemas. Quando eu tinha 22 anos, sendo eu um jovem de classe média/ média-baixa, tinha acabado de terminar o meu curso e enfrentava um mundo de dificuldades, principalmente, em termos laborais. Os meus amigos, ou estavam na mesma situação que eu, ou ainda estudavam, ou trabalhavam noutras áreas ou trabalhavam nas obras. Em “One Tree Hill” não. Entre aquele grupo de jovens constam: alguém com um livro publicado e outro a caminho, enquanto é treinador de basquetebol; outra com uma linha de roupa própria, multimilionária e famosa; outra que abriu a sua própria agência musical e que, em pouco tempo, encontrou a “the next big thing” do panorama musical; e depois o casalinho, ela uma cantora de sucesso que abandonou a carreira para ficar com o marido e ainda conseguiu criar um filho e tirar o seu curso de professora ao mesmo tempo, e ele um basquetebolista à beira da NBA que deitou tudo a perder (talvez aquele personagem cuja história mais facilmente se consegue engolir). E ainda… Sim, há sempre um «ainda»… Temos um personagem que, em quatro anos, conseguiu sair da prisão em liberdade condicional depois de ter sido condenado por homicídio em 1.º grau. Meus amigos, o nível de vida nos EUA é superior ao nosso, mas não é tão bom (nem perto) como aqui nos querem fazer crer. O sistema judicial é mais rápido e eficiente que o nosso, mas em quatro anos não se julga, condena e libertam pessoas em liberdade condicional. Mais alguém vê os problemas com esta série ou sou só eu!?    

 

Apesar de tudo, podemos dizer que, tecnicamente, a série tem alguma qualidade. Isso é um facto indesmentível. Tem episódios bem concebidos. Os actores que compõem o elenco têm melhorado as suas prestações de ano para ano. Mas o fundamental, o conteúdo, grande parte das vezes é oco ou preenchido de drama desproporcionado ou histórias de amor aborrecidas e repetitivas, feitas à medida do público-alvo da CW: teenagers inconscientes.

 

Mas para aligeirar o azedume, gostava de terminar com aquilo que de melhor esta quinta temporada nos trouxe: o pequeno James Lucas Scott, que se revelou um grande trunfo, tomando um papel na série bastante activo (ao contrário do que eu esperava) e mostrando um futuro promissor para Jackson Brundage.

 

Adeus “One Tree Hill”. Até nunca mais, que a vida é curta para ser passada na tua companhia.

 

Média dos Episódios: 8.29/10

Avaliação Global: 5.90/10

Nota Final: 7.1 (7.095)/10

 

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Terminator: TSCC (FOX) – 1.ª temporada

 

Aquela que podemos considerar como a primeira decisão acertada em torno desta série foi o facto de terem esquecido – e como tal, ajudarem-nos a esquecer –, aquele terceiro filme da saga pouco digno de figurar junto das obras de James Cameron. Agora, dito isto, claro que se impõe perguntar: e a série faz jus aos dois primeiros filmes da saga? Na minha opinião, não. Mas isso não implica que não estejamos perante um bom produto televisivo.

 

Primeiro que tudo, a premissa: A reviravolta do final do episódio piloto foi bastante interessante. Apesar dos problemas que podem advir de viagens no tempo, situar a série no nosso presente pareceu-me uma decisão acertada, pois quebrava alguma restrição criativa que poderia resultar da necessidade de ter os personagens em fuga permanente. Contudo, ao segundo episódio, já a viagem no tempo causava estragos. Uma desatenção (acho que estou a aligeirar bastante o sucedido) dos criadores da série, que decidiram colocar uma cabeça de um Exterminador a fazer o mesmo percurso que os personagens, revelava-se como uma grave falha em termos da mitologia da saga. Apesar disso, a série acabou por se ir mostrando cada vez mais sólida em termos de história e as conexões com o universo Terminator foram surgindo de forma mais cuidada.

 

Em segundo lugar, os personagens: Mas quem são estas pessoas? Onde está a paranóica Sarah Connor? Onde está o deprimido John Connor? A Lena Headey é uma boa actriz. O Thomas Dekker vai-se safando. Mas os personagens que vimos em “T2”, o filme de onde estes eventos supostamente são sequência, e aqueles que encontramos nesta série, praticamente, só partilham o mesmo nome! Felizmente, e em contraponto, alguém se lembrou de transformar a Summer Glau, a saudosa River de “Firefly”, num novo modelo de Exterminador.

 

Por fim, a acção: As cenas de acção são imprescindíveis na saga. A história centra-se na violência. No extermínio da humanidade. E para isso é necessário existir acção quase em doses industriais. Os primeiros episódios registaram bons momentos de acção, excelente trabalho de duplos, mas à medida que a temporada ia decorrendo, as cenas de acção foram escasseando. Com certeza, consequências de limitação de orçamento.

 

No fundo, “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” é um interessante produto de televisão, mas à excepção da premissa e da presença de robôs futuristas, tem muito pouco de “T2”, aquele que é o ponto de arranque para a série. Mesmo assim, e ainda com uma primeira temporada incompleta devido à greve dos argumentistas, merece a nossa atenção. Que venha a segunda!

 

Média dos Episódios: 8.51/10

Avaliação Global: 8.20/10

Nota Final: 8.4 (8.36)/10

 

publicado por ZB às 17:31
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Eli Stone (ABC) – 1.ª temporada

 

Muitos dirão: “oh, mais uma série de advogados…”. Pelo menos, foi o que eu disse para mim próprio quando tive o primeiro contacto com esta série da ABC. E é a mais pura verdade. “Eli Stone” é mais uma série sobre os meandros da lei norte-americana, sobre uma firma de advogados que defendem caso após caso, e vivem num rodopio de relações interpessoais. Visto. Visto. Visto. Mas tem uma diferença das restantes: o seu protagonista, personagem que dá o nome à série, começa a ter visões, que julga serem proféticas, relacionadas com os casos que tem de defender em tribunal, supostamente influenciadas por um tumor cerebral.

 

É verdade que todo este aspecto relacionado com as visões, aquilo que dota a série de singularidade, cheira um pouco a “Ally McBeal”, mas enquanto a excêntrica advogada da Cage & Fish vivia alucinada sem qualquer sentido prático, em “Eli Stone” as alucinações têm um propósito muito concreto: encontrar pessoas e ajudá-las representando-as em tribunal.

 

Apesar de nos podermos debater entre o não gostar da série pelos clichés do costume – o facto de Eli trabalhar para uma das maiores firmas de São Francisco, de ser um dos advogados de topo da empresa e passar a defender os “pequeninos”, de estar noivo da lindíssima filha do patrão –, as relações entre Eli e os restantes personagens, essencialmente, as existentes com o seu irmão, a sua secretária, a jovem advogada que o assiste e com o seu acupuncturista (a mais estranha e, talvez por isso mesmo, a mais interessante), bem como a relação com o se pai (que apenas existe em flashbacks, mas é a mais importante da série) e o sentimento resultante dos casos apresentados acabam por nos convencer e converter definitivamente. Isto mesmo quando, durante as visões, nos colocam os personagens em números musicais, e a tentação será qualquer coisa aproximada a arrancar os nossos próprios cabelos ou a espetar os dedos nos olhos.

 

Se compararmos “Eli Stone” a outras séries sobre advocacia existentes actualmente, percebemos facilmente que não tem as personagens fortes de “Boston Legal”, que não tem a crueza de “Canterbury’s Law” ou os enigmas de “Damages”, mas tem um enorme coração. E isso, por vezes, basta.  

 

Média dos Episódios: 8.44/10

Avaliação Global: 8.00/10

Nota Final: 8.2 (8.22)/10

 

publicado por ZB às 12:33
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Balanço da Temporada 2007/ 2008: Chuck (NBC) – 1.ª temporada

 

Com o cunho de Josh Schwartz (“Gossip Girl”, “The O.C.”) e McG (“Charlie’s Angels”, “Terminator 4”), “Chuck” rapidamente se tornou numa das melhores surpresas da temporada. Apesar da premissa idiota, em que a informação enviada através de um e-mail é descarregada permanentemente no cérebro de um jovem geek informático, que vive com a irmã, e o namorado desta, depois de ter sido expulso da universidade, cativa-nos logo nos primeiros momentos da série e não mais nos deixa escapar. Por entre amigos imbecis mas hilariantes, uma dupla de agentes secretos, ela charmosa e sensual e ele sarcasticamente divertido, excêntricos vilões, a vida dupla de Chuck é tudo menos entediante.

 

Antes de iniciar este texto, debatia-me com a hipótese de considerar ou não “Chuck” como um guilty pleasure. Se por um lado, a sua temática não é original e a sua escrita não é muito prodigiosa, por outro, as suas personagens são verdadeiramente cativantes, bem assimiladas pelos seus intérpretes, e os 13 episódios que constituem a primeira temporada são, acima de tudo, pura diversão, onde um sentido de humor eficaz e cenas de acção bem elaboradas se contam como principais trunfos. Deverei então considerar “Chuck” um guilty pleasure? Sim, é um guilty pleasure, mas daqueles em que a culpa quase que nem se sente.

 

Média dos Episódios: 8.62/10

Avaliação Global: 8.40/10

Nota Final: 8.5 (8.51)/10

 

publicado por ZB às 14:56
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Balanço da Temporada 2007-2008: Friday Night Lights (NBC) – 2.ª temporada

 

Aquela que foi para muitos a melhor série da temporada 2006/07 regressou para uma segunda época cheia de altos e baixos. Mas o que terá acontecido? Terão os responsáveis pela série ficado deslumbrados pelas boas críticas e pelos prémios? Porque razões terão decidido abdicar de uma das armas da série, a sua simplicidade, em prejuízo de linhas de argumento mais sensacionalistas?

 

Se nos primeiros minutos da temporada a série ainda conseguiu transmitir a mesma sensação de realidade e proximidade que tanto me fez gostar daqueles personagens e das suas histórias durante os 22 episódios anteriores, a verdade é que o sentimento se foi esvanecendo a pouco e pouco, à medida que linhas de argumento menos credíveis e pouco satisfatórias foram surgindo cada vez com mais frequência. As pessoas eram as mesmas, mas algo tinha mudado.

 

A Julie tornou-se numa pita mimada e embirrenta. A Lila numa religiosa quase fanática. O Smash passou quase a temporada na sombra dos outros personagens. O Jason deu tanta volta que acabou por desaparecer durante alguns episódios, dando a sensação de já não saberem o que hão-de fazer com o personagem. A Waverly desapareceu inexplicavelmente. O Landry e a Tyra cometem homicídio e safam-se com uma facilidade inacreditável. Aparece o Santiago, o personagem ultra cliché. Entre outros…  

 

Foram precisos cerca de 10 episódios para que o sentimento “Friday Night Lights” se voltasse a fazer sentir (não é que os outros episódios tenham sido maus, apenas não foram aquilo que deveriam ter sido). Por pouco tempo, já que alguns episódios depois a série terminava antecipadamente. E com um fim pouco digno desse nome, diga-se, do qual os produtores da série estão completamente exonerados, tanto porque foram vítimas da greve dos argumentistas, como da pouca vontade da NBC, que podia muito bem ter pedido mais alguns episódios para terminar a temporada.

 

Mas nem tudo está perdido. Depois de muita indefinição e de algumas batalhas travadas, a NBC lá concedeu a “Friday Night Lights” uma terceira temporada de 13 episódios, partilhados com a Direct TV. Agora, apenas resta esperar que as mentes por detrás da série consigam fazê-la regressar às suas origens.

 

Média dos Episódios: 8.59/10

Avaliação Global: 7.50/10

Nota Final: 8.1 (8.05)/10

 

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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Balanço da Temporada 2007-2008: Heroes (NBC) – 2.ª temporada

 

Terá sido a segunda temporada de “Heroes” o bater no fundo ou poderemos esperar mais do marasmo notório que a série sofreu e do limiar de mediocridade que muitos dos seus episódios chegaram a tocar?

 

Marcada por más decisões em termos de argumento e algumas personagens estéreis e insípidas, episódios que não nos deram mais do que alguns bons bocejos, oportunidades de pensar pormenorizadamente no que fazer para o jantar ou rever a lista de coisas a fazer no trabalho durante o dia seguinte, a segunda temporada de “Heroes” deu para tudo, menos para nos entreter com a audácia e a inspiração que já demonstrara conseguir anteriormente. Em vez disso, tornou-se num modelo de entretenimento pouco afoito, quase acéfalo, repetitivo, e até cansativo em determinadas alturas. Houve momentos em que ver esta série e ver “O Preço Certo em Euros” quase que requeria o mesmo número de neurónios.

 

Ok, nesta altura, os acérrimos fãs da série que visitam este blog e se deram ao trabalho de ler estas linhas, provavelmente, já me chamaram vários nomes. E até poderão ter alguma razão, na medida em que até eu acredito que as críticas que tenho feito à série talvez tenham sido demasiado fortes, mas (e há sempre um «mas») esta temporada de “Heroes” foi mesmo muito má. Se não tivesse sido tão má, nunca teria existido necessidade do seu criador, Tim Kring, endereçar, publicamente, um pedido de desculpas aos fãs. Quem se desculpa, é porque sente e sabe que fez algo de errado.

 

E muito de errado se fez ao longo de toda a temporada. Desde a inclusão de novos personagens em detrimento dos antigos. A viagem interminável de Maya e Alejandro. Todo aquele namoro sem sal entre a Claire e o West. A aborrecida viagem de Hiro ao passado, recheada de clichés enfadonhos. Os quadros proféticos que continuam a aparecer muito depois da morte do seu autor, não que não seja credível, mas apenas porque é mais do mesmo. Uma Nova Iorque vítima de catástrofe. Mais do mesmo. Mais do mesmo. E mais do mesmo. Ainda por cima, tudo feito a um ritmo demasiado lento.

 

Tal como Kring se apercebeu mais tarde, e está referido na entrevista que deu à “Entertainment Weekly”, eu não queria voltar a ver a primeira temporada de novo, mas sim uma temporada em os personagens estavam estabelecidos, os confrontos se começavam a intensificar e o mundo não continuava a ser salvo. Queria ser surpreendido. Queria ver super-heróis com poderes cada vez mais desenvolvidos e não novos heróis a descobrirem os seus poderes recentes. Queria ver vilões maus e não meninas mimadas que conseguem produzir electricidade com as suas mãos. Queria ver o Hiro morrer trespassado, ou decapitado, pela sua própria espada (ok, esta talvez seja de mais). Queria… Queria mais. Muito mais.

 

Média dos Episódios: 8.04/10

Avaliação Global: 6.00/10

Nota Final: 7.0 (7.02)/10

 

publicado por ZB às 18:10
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Balanço da Temporada 2007-2008: Prison Break (FOX) – 3.ª temporada

 

“Prison Break”, uma das séries revelação de 2005, entrava no seu terceiro ano de produção com promessas de redenção. A segunda temporada, cuja fórmula se distanciara por completo do modelo inicial da série, conseguira deixar a maioria dos fãs com o sentimento de que tudo o que é bom tem um prazo de validade e o de “Prison Break” havia expirado.

 

Mas o desejo de dar aos fãs mais uma dose de episódios repletos de adrenalina passados dentro de quatro paredes, revitalizando o interesse dos mesmos no produto, e o consequente anuncio público desse regresso às origens, acabou num típico «virar do feitiço contra o feiticeiro» onde a comparação entre temporadas se tornou a forma mais simples e eficaz de crítica destrutiva.

 

A terceira temporada de “Prison Break”, encurtada para 13 episódios devido à greve dos guionistas, teve um mau início e um péssimo final. Pelo meio, alguns episódios ainda foram prometendo a esperada reabilitação, mas os momentos «check your brains at the door», expressão americana utilizada para caracterizar algo que deve ser visto sem se requerer a uma grande complexidade de raciocínio, acabaram por matar quaisquer esperanças que pudessem existir.

 

A caracterização falhada de «Sona» como uma das piores prisões do mundo, a rocambolesca situação envolvendo a actriz Sarah Wayne Callies, o subaproveitamento de um fantástico actor como William Fichtner, devotando-o a uma linha de argumento insípida, ou as constantes reviravoltas de argumento, que passaram de arrebatadoras a desinteressantes, são algumas das falhas mais gritantes desta terceira temporada. Isto ainda desculpando um pobre desempenho de Dominic Purcell (Linc), de revirar os olhos em cenas que pedem um pouco mais de empenho dramático.

 

Se não fosse pelo final abrupto provocado pela greve dos guionistas, seria altura de terminar de vez com esta série antes que nos façam esquecer de que ainda chegou a ter tempos áureos. Mas assim, com toda a sua história em aberto, exige-se nem que seja mais um episódio para atar as suas principais pontas soltas.

 

Média dos Episódios: 8.46/10

Avaliação Global: 7.00/10

Nota Final: 7.7 (7.73)/10

 

publicado por ZB às 17:02
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